sexta-feira, 1 de julho de 2011

QUE FAZES DE TEU FILHO?

Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus:

Que fizestes do filho confiado a vossa guarda? (Cap. XIV, item 9 – ESE)


        Dos compromissos que tens diante da ensancha de viveres na Terra, o trabalho da educação dos teus filhos é dos mais significativos.
        Constituindo-se em portentosa missão para os padrões do mundo, o labor da paternidade e da maternidade é daqueles que te poderá elevar a altos céus de ventura ou arrojar-te em bueiros de sombras de remorsos indizíveis.
        O mundo, com todas as suas constituições, instituições e costumes, vezes sem conta, tem-te feito chafurdar em valas de agonia, pelas dúvidas cruéis que te costumam assaltar no que se refere ao conduzimento dos filhos.
        Deverá deixá-los fazer o que queiram, a fim de que te vejam como moderno e agradável?
        Será melhor que os orientes para o que devem, de modo que te sintam como responsável e amigo com o passar dos dias, ainda que hoje se rebelem, considerando-te um estraga prazer.
        Deverás liberá-los para os vícios e licenças sociais, em nome do livre-arbítrio deles?
        Será melhor que os conduzas para a compreensão do valor do corpo carnal como instrumento de progresso, bem como para o fato de que toda liberdade real só tem sentido quando se assenta nos códigos da responsabilidade, mesmo que hoje te achem antiquado ou cafona.
        Deverás liberá-los para a iniciação sexual dos enamoramentos infantis, que lhes poderão trazer insolúveis problemas?
        Melhor seria que dialogasses com teus filhos, falando-lhes da seriedade da relação afetiva de dois seres, e que mesmo diante da permissividade atual, na área da sexualidade como em tantas outras áreas, o sexo só tem valor ético e traz verdadeiras alegrias para a alma, à medida que quem o maneja tenha crescido psicológica e moralmente, a fim de que a sua prática não se converta numa ilhota de prazer pelo prazer, ocultando seus frutos, muitas vezes, nas fossas do abortamento, deixando profundas lesões emocionais, espirituais e mesmo físicas. Não te entristeças se, por enquanto, te lançarem a pecha de ultrapassado.
        Deverás deixá-los à margem da tua fé, aguardando que possam optar sobre o que desejam seguir, quando ainda sejam crianças?
        Melhor seria que compreendesses que a criança não está em condições para fazer escolhas e análises filosóficas, cabendo aos pais esse capítulo da sua orientação. Por outro lado, se deixas teus filhos sem os cuidados oriundos da tua crença, facilmente eles assimilarão, por influência do atavismo, as conveniências e acomodações mundanas, deixando sempre para mais tarde o envolvimento com o Cristo, o que se lhes converterá em sérios desastres, entendendo-se que a grande leva de almas terrestres para aqui vêm, em razão das suas necessidades de recomposição intelectual e moral, em função dos comprometimentos com o equívoco. Não te perturbes com a atitude dos que pensam diferente e, assim, queiram injetar-te suas idéias de fundo comodista, com laivos de aberrante materialismo.
        Vale que medites sobre o que fazes de teus filhos. Na certeza de que, em verdade, não te pertencem, será super válido que lhes ponhas na consciência os mapas da honestidade, da lealdade, da amizade. Será importantíssimo que lhes apontes os rumos da fraternidade, da solidariedade, nas obras de Deus. Imprescindível que lhes orientes para o respeito a si mesmos, para o respeito aos semelhantes, cooperando com o Criador para o erguimento do Reino do Bem no mundo.
        Dialoga com teus filhos com lúcida argumentação, ouvindo o que têm a dizer-te com tranquilidade e compreensão, fazendo-os sentir que o nosso percurso humano é por demais meteórico e deveremos aproveitar o mundo para aprender e empreender o melhor, porque, como cidadãos do Universo, os lares da imensidão nos aguardam e todos nós, pais, filhos e irmãos na Terra, em realidade, somos todos irmãos, em Deus, na marcha determinada para a felicidade.

(De “Revelações da Luz”, de J. Raul Teixeira, pelo Espírito Camilo)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"ANIMOSIDADE"

        Viceja, ao lado da simpatia, no sentimento humano, a animosidade.
        Reação psíquica, vinculada a vários fatores, atormenta a quem lhe padece o cerco e aflige a quem se lhe faz vítima,
conduzindo-a n'alma.
        Pode originar-se na competição inconsciente, quanto na inveja dissimulada, imiscuindo-se em várias expressões do
comportamento, que envenena, a cada passo.
        Toma a si a tarefa malsã de fiscal impenitente, perseguindo, à socapa, no disfarce da maledicência constante ou da
crítica mordaz, não raro investindo com rigor em constante acusação.
        Não desculpa os que lhe caem sob o talante, quando estes erram, nem permite que eles acertem, seguindo em paz.
        Ante a atitude correta, dissemina a dúvida; em face do erro agride, insensata, quando de todos é o dever de ajudar.
        Nunca te subordines às suas amarras.
        Jamais a apliques contra alguém.
* * *
A animosidade é fator de desequilíbrio, sendo, já, manifestação alienadora.
        Se lhe sentes as farpas, arrojadas por alguém que te antipatiza, luta para não revidar à agressão.
        Não te deixes sintonizar nas faixas mentais em que se demoram os que se te apresentam animosos.
        Procura ser gentil com eles, sem que te atormentes por conquistá-los.
        Eles estão contra ti, impedindo-se cordialidade para contigo.
        Não intentes vencê-los no tentame, a fim de que não te detenhas com eles.
        Usa da afabilidade sem ser pusilânime.
        O tempo logrará despertá-los, conduzindo-os corretamente.
* * *
        Ninguém pretenda a simpatia geral.
        Sempre há alguém que postula noutros conhecimentos, comportando-se de forma diversa ou que prefere, simplesmente,
a atitude contrária.
        Mesmo nas fileiras dos ideais que esposas, defrontá-los-ás.
        Alguns não se dão conta que estão teledirigidos por outras mentes atormentadas interessadas no programa do divisionalismo,
da perturbação.
        Prossegue, porém, no teu caminho, vinculado ao compromisso que abraças, sem valorizar em demasia a animosidade dos
insensatos.
        Se souberes retirar a parte melhor do problema, a antipatia deles te ajudará a errar menos, porque, perseguido e vigiado,
procurarás produzir com mais estímulo para o bem e para melhor.
* * *
        A Sócrates, os adversários deram o vaso de cicuta, não porque ele necessitasse de punição, mas porque não o podiam submeter
aos seus caprichos.
        A Jesus, que também não se furtou à animosidade da sua época nem dos seus contemporâneos, ofereceram a cruz, numa tentativa
de aniquilá-lo, sem, no entanto, perceberem que a trave horizontal fora transformada em asa de vitória e a vertical, em apoio para todos
os ideais de enobrecimento da Humanidade como símbolo de perene vitória para quem almeja a glória espiritual.

(De  “Oferenda”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)