sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Lições da Vida

Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle,nos Estados Unidos, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram não  exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e vencer.
Todos correram com exceção de um garoto que tropeçou na pista, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então, eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:
“PRONTO, AGORA VAI SARAR”.
Em seguida, os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram
vários minutos. As pessoas, que estavam naquele dia no estádio, continuam repetindo essa história até hoje. Talvez os atletas fossem deficientes mentais. Mas, com certeza, não eram deficientes de sensibilidade…
POR QUE? Porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho; o que importa é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.
Esse conto foi enviado pelo jornalista AILTON FERNANDES, diretor da 4E ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA EDUCAÇÃO DE EXCEPCIONAIS.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RECONHECIMENTO

"Verdadeiramente, este homem era justo"  - Lucas, cap. 23 - v.47

 
Somente após Jesus ter expirado no lenho é que o centurião reconheceu que ele
era um homem justo !
Assim, não esperemos pelo aplauso do mundo. Busquemos, antes, a aprovação
da consciência.
Semeemos sem pressa de colher, porque a semente cultivada não se antecipa à
época que lhe é assinalada para produzir.
Ninguém nos usurpará o próprio valor.
Esperar pela gratidão de alguém é permanecer na expectativa do que nem JESUS teve.
O espírito, aonde vai, ostenta o mérito intransferível de seus esforços.
Não nos aflijamos pelo reconhecimento alheio. Existem pessoas que, emocionalmente,
se mostram descompensadas, porque, superestimando o que fazem, criam exagerada
expectativa no que tange ao retorno por parte das pessoas a quem beneficiam.
A rigor, não estamos dando nada a ninguém; simplesmente, estamos devolvendo o que,
de uma maneira ou outra, lhe tomamos...
Não nos coloquemos nunca na condição de benfeitores - isto ainda é tola pretensão  de
quem se arrasta no solo do Planeta !
Deus é o Dispensador de todas as bênçãos, que apenas vamos repassando, exercitando a
nossa capacidade de amar.
Quantos não se deprimem porque não sabem tomar a iniciativa de amar, sem cogitar de
serem amados ?
Como a fonte que, ao dessedentar, não sente sede, quem ama não carece de ser amado,
porque o amor que gera em si mesmo lhe basta a qualquer carência de afeto.
 
   (Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)