segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O MILAGRE DA FÉ

        Quando falamos em fé, abre-se na alma um campo imenso de alegria pois foi Jesus quem valorizou a confiança nas criaturas, quando dizia: “A tua fé te curou”.
        Conscientizemo-nos de que temos em nós todas as qualidades, que podem nos levar à felicidade, curando todos os nossos desequilíbrios, removendo todas as nossas enfermidades, caso as tenhamos. Podemos dizer que esse é o milagre da fé, força poderosa que reside em nós, em forma de valores da vida, que bastam ser despertados em nosso próprio bem, que o Bem maior já aconteceu: a doação destes dons incomparáveis de vida eterna, pela Misericórdia Divina.
        No entanto, para que possamos despertar essas luzes na nossa intimidade, convém saber que é necessário cultivar a persistência, na busca da ciência do amor, na constância da caridade bem orientada, na perseverança do perdão a todos aqueles que nos ofendem e caluniam, na firmeza de todos os ideais da fraternidade. Tendo essa firmeza até o fim, seremos salvos das investidas do mal, alcançando a harmonia em todos os sentimentos.
        A fé é força divina, sendo o conjunto das virtudes que se apoderam da nossa consciência, instalando o amor em nosso coração. O Espírito, mesmo movendo-se em um corpo físico, pode acionar as forças da fé; depende dele mesmo, no aprimoramento das suas qualidades no campo dos sentimentos, alinhavando todos os dias, a força mental da educação dos seus próprios pensamentos, cuja convivência com eles ainda são segredos, sendo área enorme para ser trabalhada pela disciplina, como pela instrução.
        Todavia, não podemos nos esmorecer; ao contrário, devemos enfrentar todos os meios de educar e aprender,que a mão de Deus não se fará esperar. O tempo vai nos revelando a verdade, de acordo com o crescimento das qualidades. Vale dizer: que sejamos perseverantes no ideal do bem comum, confiando sempre em Deus, que Ele não nos deixará órfãos. Pelas vias dos benfeitores espirituais, o Senhor nos ajuda e, para tanto,tenhamos Fé.
        Como nos fala o Evangelho Segundo o Espiritismo, “a fé é a substância das coisas pensadas”, e nós dizemos que ela é também a sublimidade dos nossos sentimentos e a segurança da nossa vida.
        Onde estiveres, tem certeza do que está fazendo, para que te firmes no conhecimento da verdade. Em tudo a força da fé penetra, tornando-se um milagre da natureza em nosso benefício, compreendendo que é vontade de Deus que, pela verdadeira fé, se faça o Cristo em nós como motivo da glória celestial.
        No futuro, a própria medicina há de se consubstanciar-se na fé, porque ela predispõe o organismo para a cura de si mesmo. Toda alma perseverante no bem alcança a presença do Criador em todos os seus caminhos, e vive feliz, por escutar a voz de Jesus a lhe dizer “A paz seja contigo” e mais adiante, torna a ouvir: “A tua fé te curou!”
        Todo aquele perseverante nas lições do Mestre ganha terreno no ambiente do amor, e quem ama nas modalidades que Jesus ensinou e viveu, sente a claridade dos Céus a convidá-lo para a felicidade.

(De “Cura-te a ti mesmo”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Teu lugar na vida

       “... Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convi­dados uma pessoa mais considerada que vós, e que aquele que vos tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este...”

       “... todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado.”

Querendo ilustrar suas prédicas, como sempre de modo claro e compreensível, Jesus de Nazaré considerava, certa oca­sião, como os convidados de uma festividade se comportavam precipitadamente, na ânsia de tomar os lugares principais da mesa, com isso desrespeitando os princípios básicos do bom senso e da educação.

Qual o teu lugar à mesa? Qual a tua posição no universo de ti mesmo? Essa a grande proposta feita pelo Mestre nesta parábola.

Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influên­cias externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?

Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escan­carado teus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?

Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profis­são, circulo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes, amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.

Essa inadaptação que sentes é fruto de teu deslocamento íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essência.

Se permaneceres nesse comportamento volúvel, apontan­do freqüentemente os outros como responsáveis pela tua inade­quação e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que rodeado por uma multidão.

Porém, se não mais negares sistematicamente que tuas ações são, quase na totalidade, frutos do consenso que fizeste do somatório de conselhos e palpites vários, estarás sendo, a partir desse instante, convidado a sentar no teu real lugar, na mesa da existência.

Por fim, perceberás com maior nitidez quem é que está mo­vimentando tuas decisões e o quanto de participação tens nas tuas opções vivenciais.

No exame da máxima “todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se rebaixa será elevado”, vale consi­derar que não é a postura de se “dar ares” de humildade ou a de se rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar àconscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo. Sintonizando-te na verdadeira essência da humildade, que é conceituada como “olhar as coisas como elas são realmente”, e perce­bendo que a tua existência é responsabilidade unicamente tua, é que tu serás tu mesmo.

Ser humilde é auscultar a origem real das coisas, não com os olhos da ilusão, mas com os da realidade, despojando-se da imaginação fantasiosa de uma ótica mental distorcida, nascida naqueles que sempre acham que merecem os “melhores lugares” em tudo.

Vale considerar que, por não estarmos realizando um constante exercício de auto-observação, quase sempre deduzimos ou captamos a realidade até certo ponto e depois concluímos o restante a nosso bel-prazer, criando assim ilusões e expectativas desgastantes que nos descentralizam de nossos objetivos.

Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar dos outros, pois divisa a própria fronteira e, conseqüente­mente, não ultrapassa o limite dos outros, colocando na prática o “amor ao próximo”.

Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma “simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fanta­sias fará com que encontres a autêntica humildade.

Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indis­pensável que vejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdade como um todo. Procura-te em ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que te pertence perante a Vida Excelsa.



RENOVANDO ATITUDES

FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO

DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED