quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VIGIAR O PENSAMENTO

O rio caudaloso nasce, despretensioso, nas terras altas, ganhando volume nos largos solos das planícies vastas.
        A árvore imponente começa na plântula débil, que oscila entre a casca da semente desagregada e o sol que a beija e vitaliza.
        A construção fantástica tem início no esboço singelo, em tentativas no papel que o fogo consome, até tornar-se desafio para o cálculo que a faz realidade.
        Toda causa jaz oculta; todo começo é humilde.
        O livro precioso se forma letra a letra.
        A sinfonia arrebatadora se compõem nota a nota.
        O poema excelso se declama palavra a palavra.
        O início é o fundamento, base que sustenta o projeto e a obra.
        Assim, também, ocorre na vida moral.
        No Espírito têm origem as matrizes da vida, suas causas, suas realizações.
        O homem de hoje procede dos seus feitos de ontem.
        O ser de agora resulta das atividades do passado.
        Vigiar o pensamento, impedindo a perniciosa convivência das ideias negativas, constitui meta primeira para quem deseja acertar, progredir, ser feliz.
        Pelo hábito da “mente vazia” de pensamentos edificantes, ou em face do tumulto que decorre das ideias desvairadas, o homem se açoda para derrapar no desespero ou se consumir na inutilidade.
        Fixar otimismo, vencer receios injustificados, exercitar ideias edificantes — eis um início de programa de vigilância para a mente sadia poder operar um corpo moralmente sadio.
        Pelo impositivo da terapêutica ditosa, ensinou-nos o Cristo vigiar “o coração — fonte dos sentimentos — porque daí procedem maus pensamentos” que nos dizem respeito e que contaminam o homem, como, também, nascem as ideias de engrandecimento e progresso da Humanidade.

Marcelo Ribeiro
(De “Terapêutica de emergência”, de Divaldo P. Franco – Diversos Espíritos)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

AJA COM ACERTO


"O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal,
apegai-vos ao bem."
(Paulo - Romanos - 12:9)

Se alguém o magoou, liberte-se do lixo da ofensa.
Se alguém o perseguiu, exima-se do desejo da reparação.
Se alguém o desgostou, esqueça a decepção.
Se alguém o mortificou, abandone o sofrimento que lhe foi infligido.
Se alguém o desrespeitou, supere a situação.
Se alguém o injustiçou, sobreponha a esperança no amanhã.
Se alguém atentou contra os seus valores mais queridos, libere-se da lembrança amarga.
Se alguém se compraz em martirizá-lo, não vitalize a má vontade ou a revolta para com ele.
Em todas essas circunstâncias relacionadas, você desfruta de posição melhor, porquanto, infeliz, é todo aquele que
inquieta e aflige, persegue e malsina, pois somente alguém profundamente desditoso se sentirá induzido a esparzir
ruína ou a azorragar outrem.
Não perca o ensejo de evoluir, descendo ao adversário gratuito mediante a inditosa sintonia com os petardos com
que ele o alcançou.
O mal que nos fazem somente nos fará mal se revidarmos, tornando-nos maus, a nosso turno iguais ao agressor.
Atingido por qualquer tipo de infortúnio, converta a pedra da ofensa em diamante de bênçãos e tome-o como
inestimável bem para a sua dita pessoal.
Aja, pois, com acerto.

(Fonte: “Momentos de Decisão”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Marco Prisco)