Um dia, verás a ti mesmo em plano diferente.
Parecer-te-á, então, haver acordado de um sono profundo e, por isso mesmo, tudo te surpreenderá. Amigos que não vias, há muito tempo, se aproximarão de ti, estendendo-te as mãos. Perguntarás a vários deles: onde estavas que não mais te encontrei? Por que te distanciaste de mim? Todos te abraçarão, com a alegria a lhes fulgurar nos olhos, Fitarás as árvores carinhosamente podadas, formando corações que palpitarão de vida, plantas outras, mostrando as frondes entrelaçadas, lembrando mãos que se tocam afetuosamente. Respirarás profundamente, reconhecendo, assim, as qualidades nutrientes do no ambiente em que te virás...
Naquela festa de almas, porém, um homem de olhar manso desce de um torreão brilhante e caminha na direção dele.
Em vão, o recém-chegado tenta retirar dele os olhos magnetizados pelo amor que o desconhecido irradia. Ele caminha serenamente a fixá-lo com bondade, com a familiaridade de quem o conhecia.
- “Ah! – pensou o recém-vindo decerto que este amigo me conhece, de longo tempo”.
A custo, venceu a própria indecisão, e indagou do companheiro mais próximo:
- “Quem é este homem que está chegando até nós”?.
- “É o Mensageiro da Vida”.
Não houve tempo para outras inquirições.
Efetivamente, aquela simpática e estranha personagem lhe endereçou saudações fraternas e segurando-lhe a destra, qual se nela conseguisse ler todas as minudências da sua vida, não lhe perguntou pelo próprio nome, nada argüiu quanto à família a que pertencera ou à posição que exercera... Apenas pousou nele demoradamente os olhos azuis e perguntou-lhe:
-“Amigo, o que fizeste?”
(Obra: A Semente de Mostarda - Chico Xavier/Emmanuel)
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
TRIUNFO A QUALQUER PREÇO
Momento grave o que se defronta após o compromisso assumido a respeito do intercâmbio espiritual, o de realizar o mister.
Ali desfilam os que se permitiram estigmatizar pela leviandade, sofrendo as consequências da atitude arbitrária ao equilíbrio da vida orgânica...
Mutilados da alma, apresentam, agora, as deficiências que os levaram a combalir, quando tombaram, irremissivelmente, no corpo...
Acercam-se os que supunham enganar através do pitoresco da frivolidade, todavia, foram colhidos pela consciência em despertamento, e, tardiamente, perceberam a ilusão.
Os antigos sátrapas e exploradores perdem a proteção que não dispensaram, porque na posição de mando se utilizaram da força e da impiedade, para se tornarem temidos, olvidando que a pujança da força repousa no amor e jamais o direito de usar da força pode dar amor a alguém...
Esperam a compreensão que não quiseram dispensar àqueles que buscaram uma palavra de entendimento, um gesto fraterno, um momento de compreensão para se justificarem do equívoco cometido.
A aflição e a amargura em que agora se encarceram decorrem da atitude de arrependimento que assumem no país da consciência ferida...
A grande legião dos desencarnados em agonia é uma lição que merece consideração, porquanto, eles, ao transitarem pelo corpo carnal, se permitiram asseverar de que necessitavam ver para crer, como outros ora o fazem. Não obstante, hoje, que vêem e crêem, já não dispõem do ensejo de produzir com segurança, porque estão nas malhas das consequências lamentáveis.
A vida são os sucessos que acontecem num como outro plano em que se manifesta.
A tarefa do verdadeiro cristão é a do vigilante no posto do dever, no corpo ou fora dele, pois que sabe ser a caminhada evolutiva numa estrada assinalada por etapas, em que o berço e o túmulo funcionam como pontos de repouso e de atividade, impulsionando para um quanto para outro estado de consciência na busca da meta.
Se encontras lanhado pelo sofrimento e com a alma despedaçada pelo agonia, não te detenhas; busca chegar ao termo do caminho de lutas a qualquer preço.
Não importa como chegues, se nas asas sublimes da elevação pelo direto voo do espírito perfeito ou se de joelhos desconjuntados, o coração dorido e a alma em frangalhos, porém, herói das lutas vencidas.
Enquanto não te suceda a conclusão da prova, olha para trás e distende a mão em atitude de socorro aos que necessitam de ajuda, da mesma forma que para o Alto alongas as tuas, na certeza de que outros te distendam as mãos da caridade.
João Cleófas - (De “Sementes de Vida Eterna, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)
Ali desfilam os que se permitiram estigmatizar pela leviandade, sofrendo as consequências da atitude arbitrária ao equilíbrio da vida orgânica...
Mutilados da alma, apresentam, agora, as deficiências que os levaram a combalir, quando tombaram, irremissivelmente, no corpo...
Acercam-se os que supunham enganar através do pitoresco da frivolidade, todavia, foram colhidos pela consciência em despertamento, e, tardiamente, perceberam a ilusão.
Os antigos sátrapas e exploradores perdem a proteção que não dispensaram, porque na posição de mando se utilizaram da força e da impiedade, para se tornarem temidos, olvidando que a pujança da força repousa no amor e jamais o direito de usar da força pode dar amor a alguém...
Esperam a compreensão que não quiseram dispensar àqueles que buscaram uma palavra de entendimento, um gesto fraterno, um momento de compreensão para se justificarem do equívoco cometido.
A aflição e a amargura em que agora se encarceram decorrem da atitude de arrependimento que assumem no país da consciência ferida...
A grande legião dos desencarnados em agonia é uma lição que merece consideração, porquanto, eles, ao transitarem pelo corpo carnal, se permitiram asseverar de que necessitavam ver para crer, como outros ora o fazem. Não obstante, hoje, que vêem e crêem, já não dispõem do ensejo de produzir com segurança, porque estão nas malhas das consequências lamentáveis.
A vida são os sucessos que acontecem num como outro plano em que se manifesta.
A tarefa do verdadeiro cristão é a do vigilante no posto do dever, no corpo ou fora dele, pois que sabe ser a caminhada evolutiva numa estrada assinalada por etapas, em que o berço e o túmulo funcionam como pontos de repouso e de atividade, impulsionando para um quanto para outro estado de consciência na busca da meta.
Se encontras lanhado pelo sofrimento e com a alma despedaçada pelo agonia, não te detenhas; busca chegar ao termo do caminho de lutas a qualquer preço.
Não importa como chegues, se nas asas sublimes da elevação pelo direto voo do espírito perfeito ou se de joelhos desconjuntados, o coração dorido e a alma em frangalhos, porém, herói das lutas vencidas.
Enquanto não te suceda a conclusão da prova, olha para trás e distende a mão em atitude de socorro aos que necessitam de ajuda, da mesma forma que para o Alto alongas as tuas, na certeza de que outros te distendam as mãos da caridade.
João Cleófas - (De “Sementes de Vida Eterna, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)
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