segunda-feira, 14 de maio de 2012

TRABALHO E PACIÊNCIA

        Em todas as situações da vida: trabalho e paciência.
        O trabalho santificando nossos atos e a paciência revelando nossos sentimentos.
        Diante da enfermidade pertinaz: trabalho e persistência.
        O trabalho granjeia méritos redentores e a paciência coloca o sinete da autenticidade em nossas resoluções.
        Face à ingratidão de amigos devotados que nos não compreendem as aspirações santificantes do serviço: trabalho e paciência.
        O trabalho conceder-nos-á o atestado inequívoco dos propósitos superiores e a paciência falar-nos-á mais alto sobre as nossas legítimas aspirações.
        Considerando os propósitos malévolos que a invigilância esparze ante os nossos pés: trabalho e paciência.
        O trabalho modifica a face negativa das coisas e a paciência, semelhante à lixívia do tempo, aprimora contornos e arranca da estátua o ideal de vida.
        Sob a chuva da amargura ou o fel da incompreensão, com os melhores propósitos visitados pela intemperança de uns ou pela malquerença gratuita de outros: trabalho e paciência.
        O trabalho modifica a conceituação que fazem de nós quando perseveramos honestamente e a paciência ensina a ver com claridade e a perdoar com rapidez.
        Porque nossos ideais encontrem barreiras aparentemente intransponíveis: trabalho e paciência.
        O trabalho nos impõe o jugo do dever e a paciência nos ensina a confiar no amanhã.
        Se as sementes da nossa boa vontade ainda não medram: trabalho e paciência.
        O trabalho é mensagem de Deus e a paciência é virtude dos anjos.
        Trabalhemos em nosso ideal imortalista, indestrutível, confiando na eternidade do tempo e no espaço da misericórdia de Deus. Sejamos pacientes para que a tentação da fuga não nos arranque do dever antes do tempo, nem as pedras da dificuldade se ergam em muralha impeditiva ao nosso avanço na linha direcional da nossa redenção.
        Cada um de nós está no lugar de trabalho onde pode ser mais feliz e não devemos ter a presunção de esperar encontrar-nos onde mais nos agrade.
        Se o campo é áspero, trabalhemos a terra, e se ela não nos responde ao carinho de agricultor, tenhamos paciência até que o adubo da nossa perseverança e o suor do nosso sacrifício fecundem esse solo, onde a semente do amor do nosso Pai, transforme toda a gleba numa seara inteira...
        Lembrando-nos Dele, o Divino Pomicultor, que até hoje trabalha pacientemente pela transformação da Terra e do homem, trabalhemos, com paciência, o nosso pretérito no nosso presente, a benefício do nosso futuro.

Cairbar Schutel - (De: “Sol de Esperança”, de Divaldo P. Franco – Diversos Espíritos)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

JESUS ESTÁ NAS RUAS...

        Revivendo a pureza primitiva da Boa Nova, o Espiritismo traz Jesus de volta às praças e ruas movimentadas do mundo, a fim de conviver com os padecimentos ultrizes que vergastam as multidões atônitas da atualidade.
        Sem quaisquer atavios, Sua presença comove e conquista os que anelam por paz e aguardam a mensagem da esperança.
        Após as sucessivas desilusões pelas variadas províncias da fé e da intelectualidade, o homem jaz vencido pela prepotência dos artefatos bélicos, filhos inditosos do avanço tecnológico que, não obstante a contribuição valiosa que vem oferecendo ao progresso da civilização, não conseguiu lograr a meta de produzir a felicidade humana.
        Nos báratros dos aturdimentos e do cepticismo vigentes, uma fé racional, sem qualquer dogma e alicerçada na força dos fatos experimentalmente comprovados, irrompe, conquistando mentes, corações e coletividades, enquanto coloca nas vielas da alma e nas avenidas do mundo o Pulcro Amigo em atitude de serviço ativo, edificante, consolador.
        Jesus volveu, sim, às ruas do mundo, sem abandonar os lares onde se agasalham as aflições...
        Sua voz penetrante dispensa os condicionamentos externos da indução psicológica inconsciente do passado, transformando-se em mecânica de auxílio urgente àqueles para quem viera anteriormente.
        Repetindo as realizações das horas messiânicas, recebe e alberga no Seu sentimento afável e enérgico todos os que transitam sem rumo e os que já resvalaram pelas rampas da irresponsabilidade e do erro...
        Ele espera que a acústica das almas, embora viciada pelos ruídos desconexos do momento, registre-Lhe a mensagem, deixando-a penetrar no imo dos teus sentimentos.
        Não mais, exclusivamente, se encontra nos templos de fé, antes se apresenta em toda parte onde se faz necessitado, em que é esperado.
*
        Se já travaste conhecimento com Jesus, mediante a Revelação Espírita, não te detenhas na inanição, nos receios injustificados, no rol das queixas, na urdidura de planos intermináveis. Leva-O às ruas da Terra, aos homens, nossos irmãos.
        Retribui em sacrifício e abnegação, em alegria no trabalho e profícua ação, a honra de O conheceres.
        Não postergues o ministério a pretexto algum, nem te escuses à tarefa sob justificativas desculpistas.
        Urge que O apresentes aos outros e te apresses na construção do mundo melhor que já podes pressentir.
        Se, todavia, ainda não te resolveste encontra-Lo, aquieta-te, produzindo silêncio anterior, onde quer que estejas, e O ouvirás, defrontando-O próximo de ti e ansioso por estabelecer contato contigo.
        Renovando-te, modificarás a psicosfera ambiental e auxiliarás o próximo que se localize mais próximo de ti.
        Jesus está nas ruas, procurando auxiliar a criatura humana...
        Já pensaste em que posição te encontras em relação a Ele?
        Seja qual for, porém, a tua situação, não olvides que este é o teu momento de estar com Ele e não tens o direito de malbaratar o ensejo ou perder a oportunidade, porquanto, nas ruas da Terra atual, Ele seguirá adiante, contigo ou sem ti, mesmo que seja a sós...

Francisco Spinelli - (De “Sementes de Vida Eterna”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)