sexta-feira, 6 de julho de 2012

FAZER LUZ

 "Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões". - Paulo (Romanos, 14:1)

Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé.
Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas a dentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso.
A Ciência investiga.
A Religião crê.
Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio.
Equilíbrio ser-nos-á o clima de entendimento em todos os assuntos que se relacionem à Fé e à Cultura, ou estaremos sempre ameaçados pelo deserto da descrença ou pelo charco do fanatismo.
Auxiliemo-nos mutuamente.
Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto.
Diz o Apóstolo Paulo: "Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões". É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente compelido a indagar, examinar, experimentar, e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz.
(De “Segue-me!...”,  de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

TENS ORADO?

Sem qualquer margem de dúvida, a oração representa formosa ponte
levadiça que o espírito humano distende dos continentes da Terra aos campos
de harmonia da Superior Imortalidade.
A oração é a chave que destrava as portas dos Céus, permitindo o
acesso imprescindível às arcas de bênçãos do Senhor.
Através da oração é que o coração terreno, assinalado por angústias,
por frustrações e dores, logra contato com o Coração dos Céus, saciando as
próprias necessidades.
Tens orado, realmente, ou tens ajuntado palavras ou entoado
louvaminhas dirigidas ao Mundo Maior?
Tens orado ou tens-te limitado a encenações teatrais que, se
sensibilizam os que te ouvem, não conseguem repercutir nas telas do
Invisível?
Muitas vezes deparamos situações em que os humanos asseveram estar
orando e nada conseguindo com suas preces. Vale a pena uma pausa avaliadora,
a fim de verificares se o que vai chamado de oração não passa de compulsão
verbal, sem reflexão, sem suavidade, sem que esteja confirmada pela prece da
vivência digna e fiel às eternas Leis de Deus.
Se tens orado, de fato, nada lamentes. Aguarda o tempo, enquanto
realizas o melhor em tua trajetória.
Se tens orado, verdadeiramente, encontras-te em profunda comunhão
com as Fontes do Grande Bem que, sob o impulso do Criador, far-te-ão fruir
lucidez e alegria, saúde e novas energias, a fim de que cumpras os teus
deveres e te alcandores para os estuários da paz e do amor.

(Revelação da Luz -  Raul Teixeira/Camilo)