segunda-feira, 30 de julho de 2012

ERGAMO-NOS

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai.. - (LUCAS, 15:18.)
Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.
 
Livro: Fonte Viva
Emmanuel/ Chico Xavier

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nós e Jesus

Fazendo um balanço, através de reflexões, és impeli do a renovar conceitos, face
à necessidade de colocar o Senhor em muitas das posições que Lhe competem e que
Lhe tens negado.
Não poucas vezes, receoso e desiludido, interrogas, concluindo falsamente, qual
registrando resposta infeliz, decorrente da íntima secura que padeces.
Se ainda não te convenceste da necessidade de sintonizar com Ele, completa os
raciocínios, pondo-O presente e notarás diferenças.
Mencionas cansaço e desequilíbrio como carga que se sobrepõe, esmagadora, quase
te conduzindo ao fracasso. Todavia: "O fardo é leve!"
Referes que a amizade de amigos transitou da tua para províncias estranhas. Em
decorrência sofres o vazio que ficou na alma, graças à deserção deles. No
entanto: "Aquele que não tomar a sua cruz e seguir-me, não é digno de mim."
Esclareces que a monotonia das atividades a pouco e pouco mata o ardor do ideal
que antes te abrasava. Tens a sensação de que já não é a mesma a chama da fé,
que ardia em ti. Apesar disso: "O trabalhador da undécima hora faz jus ao salário
daquele da hora primeira."
Informas que desejarias novos sinais dos Céus, a fim de que se robustecessem as
convicções que parecem esvaziadas de conteúdo, na torpe sociedade de consumo.
Sem embargo, a lição é simples: " os que não viram e creram."
Minado por enfermidades insistentes que te roubam a vitalidade, inquires: "Onde
o auxílio divino, na direção das minhas necessidades?" Não obstante, a resposta
está enunciada há quase dois mil anos:
"Nem todos foram curados."
A ronda da fome aumenta cada vez mais, ampliando as dimensões dos seus domínios,
e a miséria, soberana, governa milhões de destinos. Marejam-se os teus olhos, em
justa compunção. No íntimo, indagas: "Por que o Senhor não solve a dificuldade?"
Entrementes, a elucidação já foi dada: "Nem só de pão vive o homem..."
Sim, são horas de balanço interior, momento de colher o resultado da semeadura.
Cada um respira emocionalmente o clima da província psíquica em que situa as
aspirações.
O homem alcança o destino que lhe compraz, e o ideal, nele, tem a vitalidade que
o suprimento de sacrifício lhe dá, através de quem o sustenta.
És parte da família que constitui o rebanho do Cristo. O Senhor prossegue o
mesmo. Faze um exame racional e honesto, a fim de verificares se a mudança,
por acaso, não terá sido de tua parte.
O rumo que Ele nos aponta continua indicando liberdade. As amarras foram
construídas por cada qual, para a própria escravidão espiritual.
Diante de tais considerações, no báratro dos tormentosos dias, convém consultar
Jesus, sem cessar, E, se tiveres ouvidos capazes de escutar discernindo,
percebê-lo-ás a repetir: "Eu sou o Caminho: Vinde a mim!"
 
CELEIRO DE BÊNÇÃOS - Emmanuel / Chico Xavier