quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em Louvor da Verdade

Em Louvor da Verdade
... relevai-nos a sugestão de trabalho, embora rogueis a luz sem esforço.
.. o Espiritismo que indaga simplesmente deu lugar, há muito tempo, ao Espiritismo que estende os braços.
...atravessais verdadeira floresta, onde os caminhos de volta ao campo da Luz Divina parecem intransitáveis.
Pensamentos de egoísmo, de incompreensão, de discórdia, vaidade e orgulho se entrechocam, à maneira de projéteis invisíveis ao redor de vossa personalidade, e se faz imperiosa a coragem para os óbices multiplicados não nos vençam os labores recíprocos.
...efetivamente, a vossa procura é nobre e edificante.
... bem-aventurados aqueles que demandam a verdade e que anseiam por passagem libertadora no rumo da claridade eterna!
...não comeceis o empreendimento da própria iluminação, ao modo de um homem que iniciasse a construção de uma casa pelo teto.
...soletrai, antes de tudo, o alfabeto da bondade.
Sem as primeiras letras do amor, nunca entenderemos o sagrado poema da vida.
... é indispensável abrir o coração, vaso destinado às sementes do Céu, convertendo-nos em instrumentos do bem ativo e incessante.
...não iluminaremos a mente sem purificar os olhos, tanto quanto ninguém alcança o discipulado do Senhor, sem mobilizar as mãos na obra redentora da terra.
...encetemos a reestruturação dos próprios destinos, compreendendo-nos mutuamente.
...que lição recolheremos na visita de benfeitores que residem à distância, se não aprendemos a fraternidade primária com o próximo?
...ouçamos a mensagem das necessidades que nos cercam.
Há dor e ignorância, treva e indiferença, na estrada em que pisais: estendamos, através dela, o nosso sentimento cristão, imitando o lavrador que não desampara a terra lodosa do charco.
...não esperemos o paraíso, quando ainda nem mesmo auxiliamos no trato do chão que operamos.
...espíritos endividados, perante a Bondade Divina que nos deu ouvidos para registrar os ensinamentos da vida, olhos para surpreender a luz, braços para erguer o castelo de nossa própria felicidade e recursos imensos para dilatarmos o nosso próprio engrandecimento espiritual, guardemos a fé, servindo e auxiliando, corrigindo a nós mesmos e amando a todos, em louvor da verdade.
...nossa vida é um campo aberto.
Nosso coração é uma fonte.
Cada um de nossos atos é mensagem viva.
Que nossa alma se afeiçoe ao bem supremo, sob a inspiração de Jesus, a fim de que o mundo se transforme em Seu Reino.

 Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PARTICIPAÇÃO NA FELICIDADE



                        Quando alguém chora acoimado por este ou aquele problema, fácil é participares do seu drama, dilatando esforços para diminuir-lhe o padecimento.

        Ante a fome ou a enfermidade experimentas o apelo aos elevados sentimentos que te concitam à ajuda automática e rápida.
        Sem dúvida todo socorro que se oferta a alguém que sofre é de relevante significação.
        Caridade, sim, a dádiva material e o gesto moral de solidariedade.
        Indispensável, porém, não te deteres na superfície da realização.
        Há os que são solidários na dor, assumindo a posição de benfeitores, em lugar de realce com o que se realizam interiormente.
        Todavia, quando defrontam amigos em prosperidade, companheiros em evidência, conhecidos em situação de relevo, deixam-se ralar por mágoa injustificável, transformando-se em fiscais impenitentes e acusadores severos que não perdoam a ascensão do próximo.
        Ressentimentos se acumulam nas paisagens íntimas, e, azedos, referem-se ao êxito alheio, vencido por torpe inveja.
        Não sabem o preço do triunfo de qualquer procedência, quando na Terra.
Ignoram os contributos que deve doar todo aquele que se alça a situação de destaque.
        Farpas de maledicência e doestos do ciúme, perseguição sistemática disfarçada de sorrisos, ausência de amigos legítimos tornam as ilusórias horas douradas do homem de relevo em momentos difíceis de ser vencidos.
        Assume posição diferente.
Sem que te faças interessado no que ele tem ou é, rejubila-te com o progresso de quem segue contigo.
        Quando alguém se eleva, com ele se ergue toda a Humanidade. Quando cai é prejuízo na economia moral do planeta.
        Solidário na dificuldade do teu irmão, participa dos júbilos do teu próximo para que a ingestão do veneno do despeito e do tóxico da animosidade não te destrua a alegria de viver.
        Ser feliz com a felicidade alheia é também forma de caridade cristã.

(De “Leis Morais da Vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)