quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TRANSFORMAÇÃO


      O homem triste caminhava com lentidão, abatido, pela senda, embora a festa do Dia em som e cores deslumbrantes.
        Atraído por leve falena colorida, explodiu, em consideração queixosa:
        -  Tão insignificante quão frágil, todavia, tão bela!... Que fizeste para librar ditosa nas correntes aéreas?
        A borboleta, atraída pelo apelo, respondeu, sem rebuços:
        -    Transformei-me de lagarta rastejante em flor que vibra, flutuando na atmosfera.
        “ Suportei a limitação como verme, a dificuldade que me fazia asquerosa e perseguida, aguardando, confiante, o sono que viria e do qual Alguém me despertaria para a vida.
        Agora, superadas as aflições, sou feliz.”
        Diante disso, a alma sofredora compreendeu que a felicidade de planar acima do lodo e do pó somente é possível depois do milagre da hibernação.
        Sorriu e continuou, recordando-se de que, apesar da agonia que a tomava, acima de tudo, Deus vela. Da noite arranca o dia e da morte traz ressurreição luminosa, transformando a vida.

(De “No longe do jardim”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Alegria

A alegria  é a mensagem mais imediata que caracteriza um ser saudável.
Quando se instala, todo o indivíduo se expressa num fluxo de energia que o domina,
que se movimenta dos pés à cabeça e dela à planta dos pés. Há um continuum de
vitalidade que irriga todo o corpo, demonstrando que se está vivo, sem áreas mortas
nem constrangimentos psicológicos inquietadores.
A alegria é a presença de Deus no coração do ser humano, cantando, sem palavras,
melodias de perenidade, mesmo que de breves durações. 
Jesus, como exemplo máximo, sempre que atendia as multidões, socorria-as com
infinita compaixão pelas suas necessidades, suas aflições, suas lutas... e repletava-as
de paz e alegria. Quem mantivesse com Ele qualquer tipo de contato transformava-se,
porque o Seu irradiante amor como luz não ofuscante penetrava-lhe os escaninhos
mais secretos e sombrios, alterando-lhe as estruturas.
O que se deseja, nesse grande desafio de plenificação, é a utilização correta das 
energias da alma, que vertem através do corpo e se encarregam de manter-lhe
o equilíbrio.
 
 
(Obra: O Despertar do Espírito - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)