segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O OLHAR DE JESUS


      Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.
    O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.
    Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.
    Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.
    Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.
    Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.
    Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.
Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências, porque, então, teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.
                         (De “Viajor”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CONVITE À SEMENTEIRA


“A seara, na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos.”
(Lucas: 10-2.)
         Desdobra-se , imenso, o campo a semear...
        A generosa gleba aguarda arroteamento e preparação.
        As sementes são a palavra do Senhor, férteis e nobres, em seu potencial libertador.
        Há, no entanto, outras sementes que têm recebido a preferência dos homens.
        Todos somos semeadores.
        Exemplos geram lições, palavras propõem conceitos, pensamentos elaboram ideias.
        Estamos sempre diante de professores, cercados por aprendizes.
        A vida social, desse modo, é decorrência dos impositivos geradores dos hábitos que se destacam. Assim, em qualquer circunstância o homem semeia.
        Infelizmente, na gleba da atualidade as sementes utilizadas têm-se apresentado deficientes, propiciando valores degenerados.
        Por isso, há poder e inquietação, facilidades e neuroses. O desespero segue cavalgando a anarquia e as distonias emocionais avançam comandando grupos humanos.
        Mergulha a mente na reflexão e fita a paisagem colorida dos homens. Mesmo ao sol vê-los-ás tristes e quando sorrindo, ei-los assinalados por esgares...
        Não adies a oportunidade, convidado como te encontras para o ministério de reverdescer a terra e tornar-te semeador de bênçãos  e de paz, em nome do Excelso Semeador.

(De “Convites da vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)