quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

AS FORÇAS DO AMANHÃ



"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" - Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem grandes acontecimentos.
Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.
Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?
Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.
Desdobra-se-nos  o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

(De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

HUMANIDADE REAL



 
                             “...Eis o Homem!”- Pilatos. (João, 19:5.)

        Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre...
        Nem banquete, nem púrpura.
        Nem aplauso, nem flores.
        Jesus achava-se diante da morte.
        Terminava uma semana de terríveis flagelações.
        Traído, não se rebelara.
        Preso, exercera a paciência.
        Humilhado, não se entregou a revides.
        Esquecido, não se confiou à revolta.
        Escarnecido, desculpara.
        Açoitado, olvidou a ofensa.
        Injustiçado, não se defendeu.
        Sentenciado ao martírio, soube perdoar.
        Crucificado, voltaria à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários que o haviam abandonado, para soerguer-lhes a esperança.
        Mas, exibindo-o, diante do povo Pilatos não afirma: - Eis o condenado, eis a vítima!
        Diz simplesmente: - “Eis o Homem!”
        Aparentemente vencido, o Mestre surgia em plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana.
        Rememorando, pois, semelhante passagem, recordemos que somente nas linhas  morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real.

(De “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)