quarta-feira, 6 de março de 2013

O espelho da vida



A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo,
avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e
revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a
interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite
operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações,
gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.

Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas
ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia;
contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o
influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 5 de março de 2013

DEFINIÇÕES


 
Indagas a uns e a outros qual será a tua tarefa espiritual na Terra.
Informas que os anos se sucedem e ainda não conseguistes detectar qual o ministério fraternal que deverás exercer, e por isso, te preocupas.
Anelas que alguém espiritualizado ou portador de mediunidade te esclareça qual o melhor caminho a seguir, como te deverás comportar para sintonizares com precisão e pensamento dos Espíritos nobres, o que eles poderão dizer-te a respeito dos teus compromissos.
Ínsitos no ser profundo, somente tu podes adentrar-te e auscultar a memória do passado, a fim de identificares os compromissos assumidos em relação ao futuro.
Alguém poderá deduzir psicologicamente o que poderás realizar. No entanto, nos arcanos do teu inconsciente estão inscritas as necessidades de evolução e, por consequência, os impositivos
de concretização dos deveres liberativos e auto-iluminativos.
Não te detenhas aguardando revelações que certamente não te chegarão conforme anelas.
Faze algo. Descobre o que melhor se te apresenta no campo do serviço ao próximo em nome do Bem Supremo, e da início a um compromisso de amor.
Todos anelam por grandes missões, por sacerdócios nos diferentes campos da ciência, do pensamento, da arte, da fé, esquecidos que aqueles que vieram investidos desse dever 
experimentaram dificuldades, sofreram incompreensões, para abrirem espaços nas mentes fechadas e alargarem fronteiras para as realizações que hoje dignificam o mundo.
Ademais, os grandes e nobres programas começam discretamente, a pouco e pouco, tornando-se admiráveis pelo seu significado depois de implantados, conhecidos e então indispensáveis.
Igualmente, não te deixes fascinar pela fama, pelo prestígio social, pela importância no mundo,
porque todos esses prêmios que muitos indivíduos perseguem são fogo fátuo que não tem
legitimidade. Por isso mesmo, transitam de pessoas, passam de períodos, perdem o conteúdo,
e exigem grande preço de inquietação, de solidão, de sofrimento interno.
O Apóstolo Paulo, quando foi confundido com um deus e logo se preparou uma procissão para
homenageá-lo, rasgou no peito as vestes e gritou que era um homem putrescível e transitório.
Não te iludas, e não enganes a ninguém.
Serve e passa, experimentando o prazer do que possas realizar em clima de felicidade.
 
(Obra: Nascente de Bênçãos - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)