quarta-feira, 13 de março de 2013

NO COMPORTAMENTO


      Faça dos seus pensamentos uma Farmácia moral, que lhe permita formular remédios para males de qualquer natureza.

       Pense sem falar, mas nunca fale sem pensar.
       Seja mais sábio na ação do que na palavra.
       Não se esqueça de que a humildade expressa a mais elevada qualidade de sabedoria.
       As dores que o afligem nascem, na maioria das vezes, nos prazeres que você desfruta.
       A mais eficiente corrigenda que se pode aplicar é a que decorre da moderação com que se repreende aquele que erra.
       Fique à distância de qualquer distúrbio originado no verbo apaixonado ou na atitude lamentável, porquanto a aflição destrói e a ansiedade conduz à delinquência.
       Produza algo superior, para que, em não fazendo nada, não aprenda a fazer o mal.
       Conserve a simpatia para ser sempre jovem, mantendo palavra calma, gestos moderados e silêncios oportunos. Recorde que todos gostam de ser ouvidos.
    
.Marco Prisco / Médium Divaldo Franco
Livro: Ementário Espírita

terça-feira, 12 de março de 2013

FUGAS E REALIDADE



Graças ao processo da individualização do ser, superando as etapas primárias, na fase animal, o pre­domínio do ego desempenhou papel de primordial im­portância, trabalhando-o para vencer o meio hostil e os demais espécimes, usando a inteligência e o raciocínio como forças que o tornavam superior, deixando os re­manescentes da falsa condição de dominador do meio ambiente e de tudo quanto o cerca.
Como conseqüência, passou a acreditar que tam­bém poderia dominar o corpo, estabelecendo suas me­tas sem lembrar-se da transitoriedade e da fragilidade da maquinaria orgânica.
Impossibilitado de governá-lo, quanto gostaria, já que o organismo tem as suas próprias leis, que inde­pendem da consciência, como a respiração, a circula­ção, a digestão, a assimilação e outras, esses fenôme­nos ferem-lhe o egotismo e levam-no, não raro, a esta­dos depressivos perturbadores.
A mente, encarregada de proceder ao comando, experimenta então um choque com os equipamentos que direciona, em razão de ser metafísica, enquanto esses são de estrutura física, portanto, ponderáveis.
Ante a impossibilidade de exercer o seu predomí­nio total sobre o corpo, o ego estabelece mecanismos patológicos inconscientes de depressão, desejando ex­tinguir aquilo que o impede de governar soberano. Tra­ta-se de uma forma de autopunição, porquanto, dessa maneira, se realiza interiormente. Como, porém, a men­te não depende do corpo, quando esse sobrevive à pa­tologia autodestrutiva, o ego esmaece e abrem-se pers­pectivas de ampliação dos sentimentos, como altruís­mo, fraternidade, interesse pelos demais.
O egoísmo é invejoso, porque aspirando tudo para si, lamenta o prejuízo de não conseguir quanto gostaria de deter, e por isso, inveja o corpo que não se lhe subme­te, preferindo matá-lo, na insânia em que se debate.
Lutar pela sobrevivência é tarefa específica da men­te, entre outras, com objetivo essencial de tudo empe­nhar por consegui-lo. Por isso, logra superar as injun­ções egotistas e ampliar o sentido e o significado da vida.
O ser humano está fadado à glória solar, acima das vicissitudes, às quais se encontra submetido momenta­neamente, como resultado do seu processo evolutivo, que o domina em couraças, de que se libertará, a pouco e pouco, utilizando-se dos recursos bioenergéticos e outros que as modernas ciências da alma lhe colocam ao alcance, ajudando-o no crescimento interior e na con­quista do super-ego.

Amor imbatível amor / Divaldo P. Franco/ espírito Joanna de Angellis