segunda-feira, 8 de abril de 2013

COMPANHEIROS E AMIGOS


        Quando te dispuseres a reclamar contra certos traços psicológicos daqueles que o Senhor te confiou ao ministério familiar, medita na diversidade das criações que compõem a Natureza.
        Cada estrela se destaca por determinada expressão.
        Cada planta mostra finalidade particular.
        A rosa e a violeta são diferentes, conquanto ambas sejam flores.
        Os caminhos do mundo guardam linhas diversas entre si.
        Também nós, as criaturas de Deus, somos seres que se identificam pela semelhança, mas não somos rigorosamente iguais.
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        Conforme os princípios de causa e efeito, que nos traçam a lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si, com a obrigação de extrair os males que tenhamos colecionado até a completa extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-lo com os outros, na construção da felicidade geral.
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        Não queira transformar os entes queridos sob o martelo da força.
        Ninguém precisa apagar a luz do vizinho, para iluminar a própria casa.
        Uma vela acende outra sem alterar-se.
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        Ama os teus, aqueles com quem Deus te permite compartilhar a existência, entretanto, respeita o caminho de realização a que se ajustem.
        Esse escolheu a senda do burilamento próprio; aquele procurou a via do trabalho constante; outro escolheu a trilha de responsabilidades intransferíveis a fim de produzir o melhor; e outro, ainda, indicou a si mesmo, para elevar-se, a vereda espinhosa das provações e das lágrimas.
        Auxilia a cada um, como puderes, entretanto, não busques transfigurar-lhes o espírito, de repente, reconhecendo que também nós não aceitaríamos a nossa própria renovação em bases de violência.
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        Ama os entes queridos, tais quais são e quando nas provas a que sejam chamados para efeito de promoção na Espiritualidade Maior, se não consegues descobrir o melhor processo de auxiliá-los, acalma-te e ora pelo fortalecimento e paz deles todos, na certeza de que Deus está velando por nós e de que nós todos somos filhos de Deus.

(De “Companheiro”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

NA TERRA

Na Terra, Deus nos concede o corpo, através de pais amigos.
Cada um de nós se lhe faz o inquilino temporário, em regime de responsabilidade.
Deus nos proporciona a riqueza das horas pela contabilidade do Tempo.
Cada criatura, em momento oportuno, apresentará o relatório dos próprios dias.
Deus nos oferta os laços afectivos pelos princípios da afinidade.
Podemos valorizá-los ou não, conforme o nosso próprio arbítrio.
Deus nos cede a propriedade, por intermédio das leis organizadas pelos próprios humanos.
Daremos conta do usufruto respectivo. Deus nos oferece as sementes pelos recursos da Natureza.
Plantio e colheita são sempre de nossa escolha.
Deus nos confia o dinheiro, através do trabalho ou da generosidade alheia.
Somos responsáveis pela aplicação da finança que nos seja creditada.
Deus nos habilita para a eficiência com máquinas diversas, por meio da própria inteligência humana.
Compete a nós outros a programação e a condução delas.
Em suma, toda criação e doação das vantagens de que dispomos procedem de Deus.
Entretanto, é justo reconhecer que todos os êxitos e problemas da utilização pertencem a nós.

ANDRÉ LUIZ / Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Passos da vida” - Edição IDE