quinta-feira, 20 de junho de 2013

A benevolência


A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são a manifestação. Entretanto, não é preciso fiar-se sempre nas aparências; a educação e o hábito do mundo podem dar o verniz dessas qualidades...” (Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, Capítulo 9, item 6.)
Nem sempre conseguimos mascarar por muito tempo nossas verdadeiras intenções e planos matreiros. Não dá para enganar as pessoas por tempo indeterminado. Após vestirmos as roupagens da afabilidade e doçura para encobrir rudeza e desrespeito, vem a realidade dura e cruel que desnuda aqueles lobos que vestiram a “pele de ovelha”.
Realmente, é no lar que descortinamos quem somos. É no lar que escorre o verniz da bonança e da caridade que passamos sobre a face e que nos revela tal como somos aos nossos familiares. Trazemos gestos meigos e voz doce para desempenhar tarefas na vida pública, no contato com chefes de serviço e amigos, com companheiros de ideal e recém-conhecidos, mas também trazemos “pedras nas mãos” ou punhos cerrados no trato com aqueles com quem desfrutamos familiaridade.
Por querer aparentar alguém que não somos, ou impressionar criaturas a fim de conquistá-las por interesses imediatistas, é que incorporamos personagens de ficção no palco da vida. Ou seja, é como se cumpríssemos um “script” numa representação teatral. Nada mais do que isso.
Em várias ocasiões, integramos em nós mesmos não só a sociedade visivelmente “externa”, com suas construções, praças, casas e cidades, mas também a sociedade em seu contexto “invisível”, que, na realidade, se compõe de regras e ordens sociais, bem como dos modelos de instituições criadas arbitrariamente. Captamos, através de nossos sentidos espirituais, todos os tipos de energia oriunda da população. Através de nossos radares sensíveis e intuitivos, passamos a representar de forma inconsciente e automática um procedimento dissimulado sob a ação dessas forças poderosas.
Maquilagens impecáveis, jóias reluzentes, perfumes caros, roupas da moda e óculos charmosos fazem parte do nosso arsenal de guerra para ludibriar e corromper, para avançar sinais e para comprar consciências. Não nos referimos aqui à alegria de estar bem-trajado e asseado, mas à maquiavélica intenção dos “túmulos caiados”.
Por não nos conhecermos em profundidade é que temos medo de nos mostrar como realmente somos.
Num fenômeno psicológico interessante, denominado “introjeção”, que é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a nós as qualidades dos outros, fazemos o papel do artista famoso, dos modelos de beleza, das personagens políticas e religiosas, das figuras em destaque, dos parentes importantes e indivíduos de sucesso, e por muito tempo alimentamos a ilusão de que somos eles, vivenciando tudo isso num processo inconsciente.
Desse modo, nós nos portamos, vestimos, gesticulamos, escrevemos e damos nossa opinião como se fôssemos eles realmente, representando, porém, uma farsa psicológica.
Ter duas ou mais faces resulta gradativamente em uma psicose da vida mental, porque, de tanto representar, um dia perdemos a consciência de quem somos e do que queremos na vida.
Quanto mais notarmos os estímulos externos, influências culturais, físicas, espirituais e sociais em nós mesmos, nossas possibilidades de relacionamento com outras pessoas serão cada vez mais autênticas e sinceras. A comunicação efetiva de criatura para criatura acontecerá se não levarmos em consideração sexo, idade e nível socioeconômico. Ela se efetivará ainda mais seguramente sempre que abandonarmos por completo toda e qualquer obediência neurótica aos modelos aprendidos e preestabelecidos.
Abandonemos o “verniz social” que nos impusemos no transcorrer da vida. Sejamos, pois, autênticos. Descubramos nossas reais potencialidades interiores, que herdamos da Divina Paternidade. Desenvolvendo-as, agiremos com maior naturalidade e, conseqüentemente, estaremos em paz conosco e com o mundo. 

Livro: Renovando Atitudes - 33
Hammed - Francisco do Espírito Santo Neto.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Você tem medo do futuro?


Terá medo do futuro aquele que não compreender que o mundo mudou definitivamente. Diz-se que a única certeza estável é a incrível velocidade com que o mundo muda. E essa mudança trouxe consigo algumas conseqüências fundamentais. Não há mais espaço para os arrogantes, para os que pensam ser mais do que os outros. Não há mais espaço para os que não desejam aprender, achando que sabem tudo num mundo em que o novo nos obriga a aprender todos os dias. Não há mais espaço para os que investem em si mesmo, empregando tempo e recursos no auto-aperfeiçoamento em todos os aspectos, pessoal e profissional. Não há mais espaço para os preguiçosos, cansados e pouco comprometidos com aquilo que fazem, nem para os que têm pouca humildade no trato com os subordinados ou colegas de trabalho. Não há mais espaço para os medíocres. No próximo milênio, ninguém terá o direito de pensar pequeno, fazer coisas pela metade, não se envolver, não participar, não lutar.

Quanto às empresas, não há espaço para aquela que não cuidar de forma especial e detalhada de seus clientes, funcionários, fornecedores e até da comunidade. Não há espaço para a empresa que despreza as leis de mercado e suas tendências. Não há espaço para a empresa que não recrutar e selecionar os melhores talentos. Tampouco para aquela que não se preocupar com custos, produtividade e qualidade. Não há espaço para a empresa que não buscar reinventar o que faz a cada dia.

Você tem medo do futuro? Pois não tenha e mude enquanto é tempo. Mude sua forma de pensar, de agir. Mude sua empresa. Acredite que o futuro será espetacular para quem souber viver e trabalhar os novos tempos. ENSINANDO COM MOTIVAÇÃO - Alguns professores simplesmente sentam-se à mesa, sem se envolver com os alunos, matando-os de tédio. Se você, professor, quer que seus alunos se sintam motivados a estudar, primeiro você deve se sentir entusiasmado. Talvez seja preciso pular em cima da mesa, jogar um apagador para cima, gritar, torcer. De repente, eles também vão se sentir motivados com a aula.Nunca tenha medo de demonstrar suas emoções. Você pode perder por ser distante demais ou "profissional" demais, mas não perderá mada mostrando-se apaixonado demais.