Morre lentamente Quem não viaja, Quem não lê, Quem não ouve música, Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente Quem destrói seu amor próprio, Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente Quem se transforma em escravo do hábito Repetindo todos os dias os mesmos trajeto, Quem não muda de marca, Não se arrisca a vestir uma nova cor ou Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente Quem não vira a mesa quando está infeliz Com o seu trabalho, ou amor, Quem não arrisca o certo pelo incerto Para ir atrás de um sonho, Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje ! Arrisque hoje ! Faça hoje ! Não se deixe morrer lentamente !
Nenhum motivo, por mais ponderável, conforme suponhas, pode constituir impedimento.
Razões expressivas não há que se transformem em empeço.
Atribulações que te assoberbem não significarão óbice ao ministério renovador.
Todas as coisas sob a sua claridade mudam de aspecto e as características antes deprimentes, sombrias, sofrem significativas transformações, ressurgindo com tonalidades mui diversas.
Ante a dúvida ou a ulceração moral constitui-se segurança e bálsamo refazente.
Mister, porém, fazer uma pausa no turbilhão, não permitindo que o carro do desespero continue correndo, sem brida para encontrar o local de realizá-la.
Exige, como todas as coisas, condições adequadas para culminar o objetivo superior de que se encarrega.
É possível improvisá-la qual se fora um atendimento de urgência, em situação de combate. Terapêutica preciosa, porém, solicita maior dosagem de cuidados para colimar resultados mais poderosos.
Esse antídoto, a qualquer mal, é a oração, a pausa refazente em que o espírito aturdido salta as barreiras impeditivas colocadas pelas turbações de toda ordem, a fim de alcançar as usinas inspirativas do Mundo Excelso.
Arrimo dos fracos, amparo dos combalidos, sustento dos sofredores, dínamo dos heróis, vitalidade dos santos, perseverança dos sábios, coragem dos mártires, a oração é o interfone por meio do qual o homem fala aos Ouvidos Divinos e por cujos fios recebe as sublimes respostas.
Faze um intervalo nas lutas quanto te permitem as possibilidades e convida-te à oração, a fim de poderes prosseguir intimorato pelo caminho da redenção. Lobrigarás, então, melhor entendimento sobre coisas, fatos e pessoas.
(De “Convites da Vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)