terça-feira, 17 de dezembro de 2013

JESUS


Divino Senhor – fez-se humilde servo da Humanidade. Pastor Supremo – nasceu na manjedoura singela. Ungido da Providência – preferiu chegar ao planeta, ao espesso manto da noite, para que o mundo lhe não visse a corte celestial. Orientador nas Esferas Resplandecentes – rejubilou-se na casinha rústica de Nazaré. Construtor do Orbe Terrestre – manejou serrotes anônimos de uma carpintaria desconhecida. Prometido dos Profetas – escolheu a simplicidade para instituir o Reino de Deus. Enviado às Nações – preferiu conversar com os doutores na condição de criança. Luzeiro das Almas – consagrou longos anos à preparação e à meditação, a fim de ensinar às criaturas o caminho da redenção. Verbo Sagrado do Princípio – submeteu-se à limitação da palavra humana para iluminar o mundo. Sábio dos sábios – valeu-se de pescadores pobres e simples para transmitir aos homens a divina mensagem. Mestre dos mestres – utilizou-se de cátedra da natureza, entre árvores acolhedoras e barcos rudes, disseminando as primeiras lições do Evangelho Renovador. Majestade Celeste – conviveu com infelizes e desalentados da sorte. Príncipe do Bem – não desdenhou as vítimas do mal, amparando mulheres desventuradas e sentando-se à mesa de pecadores envilecidos. Instrutor de Entidades Angélicas – andou com a multidão de leprosos, estropiados e cegos de todos os matizes. Administrador da Terra – ensinou o respeito a César, consagrando a ordem e santificação à hierarquia. Benfeitor das Criaturas – recebeu a calúnia, o ridículo, a ironia, o desprezo público, a prisão dolorosa e o inquérito descabido. Amigo Fiel – viu-se sozinho, no extremo testemunho. Juiz Incorruptível – não reclamou contra os falsos julgamentos de sua obra. Advogado do Mundo – acolheu a cruz injuriosa. Ministro Divino da Palavra – adotou o silêncio, ante a ignorância de seus perseguidores. Dono do Poder – rogou perdão para os próprios algozes. Médico Sublime – suportou chagas sanguinolentas. Jardineiro de Flores Eternas – foi coroado de espinhos cruéis. Companheiro Generoso – recebeu açoites e bofetadas. Condutor da Vida – aceitou o crucifixo entre ladrões. Emissário do Pai – manteve-se fiel a Deus até o fim. Mensageiro da Luz Imortal – escolheu o coração amoroso e renovado de Madalena para espalhar na Terra as primeiras alegrias da ressurreição. Mordomo dos Bens Eternos – em precisando de alguém para colaborar com os seus seguidores sinceros, busca Saulo e Tarso, o perseguidor, e transforma-o no amigo incondicional. Coordenador da Evolução Terrestre – necessitando de trabalhadores para as missões especializadas, procura os Ananias da fé, os Estevãos do trabalho e os Barnabés anônimos da cooperação.

Missionário Infatigável da Redenção Humana – foi sempre e ainda é o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra. 

*** Recordando o Mestre Divino, convertamo-nos ao seu Evangelho de Amor, para que a sua luz nasça na manjedoura de nossos corações pobres e humildes! E, edificados no seu exemplo, abracemos a cruz de nossos preciosos testemunhos, marchando ao encontro do Senhor, no iluminado País da Ressurreição Eterna! 



FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL –

Psicografia: Francisco Cândido Xavier / Espírito: André Luiz

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

OFERTA DE NATAL


Senhor! Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!...
De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas: 
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...
E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de Lucas 2:8-11):
“Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... O anjo, porém, lhes disse: não temais! Eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... É que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o Senhor”.
*
Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para ver- te, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos filhos da Terra.
Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra, expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos!
Só tu sabes, Senhor, os nome daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor puro, nos instantes da estrebaria: A primeira frase de bênção... A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento... Os panos que te livraram do frio... A manta humilde que te garantiu o leito improvisado... Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria repousassem... A primeira tigela de leite... O socorro aos pais cansados... Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência... A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de possíveis assaltos... O feno para o animal que devia transportar-te...
*
Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram, sobre o teu nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algo te ofertar... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que Tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!
Recebe-os, ó Divino Benfeitor! Com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras e respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E que nós – espíritos milenares fatigados do erro, mas renovados na esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração, e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do Templo:
- “Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os nossos olhos viram a salvação!...”.

FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL – Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espírito: EMMANUEL