quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

a paz que trago em meu peito


A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia... 
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção. 
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece. 
A paz está no dinamismo da vida,no trabalho, na esperança, na confiança, na fé... 
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou... 
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida. 
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem. 
Ter paz é ter um coração que ama... 
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam... 
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas. 
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não, quando é não que se quer dizer... 
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade... 
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências... 
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições. 
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos... 
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo. 
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra. 
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela. 
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo... 
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido. 
Pense nisso! 
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio. 
Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes. 
Quando alguém está irritado. 
Quando a maledicência te procura. 
Quando a ofensa te golpeia. 
Quando alguém se encoleriza. 
Quando a crítica te fere. 
Quando escutas uma calúnia. 
Quando a ignorância te acusa. 
Quando o orgulho te humilha. 
Quando a vaidade te provoca. 
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Antes de ser mae



Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes. 
Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone. 
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria. 
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. 
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes 
Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia. 
Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar. 
Antes de ser mãe, eu não me preocupava: 
Se minhas plantas eram venenosas ou não. 
Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu não pensava. 
Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim, 
Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas. 
Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente, 
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, e dormia a noite toda. 
Antes de ser mãe, eu nunca tive que segurar uma criança chorando, para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções. 
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam. 
Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha. 
Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo. 
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela. 
Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor. 
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida e que pudesse amar alguém tanto assim. 
E não sabia que eu adoraria ser mãe. 
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, de ter meu coração fora do meu próprio corpo. 
Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto. 
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança. 
E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante. 
Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda, cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem. 
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe. 
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes. 
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, 
Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. 
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser 

Mãe! 

Silvia Schmidt