segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mãe perdoa-me


Mãe, perdoa-me dos momentos...
Que para você foram tormentos...
E até choravas por mim...!!!
Mãe, perdoa-me meu crescimento...
Sem muito amadurecimento...
Quando não querias te ouvir!!!
Mãe, perdoa-me das vezes...
Que recusei seus conselhos...
E que pensavas que não mais precisava de ti!!!
Mãe, perdoa-me pelas más palavras...
que brotavam feito lavras...
Na minha adolescência para ti!!!
Mãe, perdoa-me o mal jeito...
Quando conheci aquele sujeito
E do seu ninho eu saí!!!
Embora tenha-me casado...
No fundo fui traída e rejeitada...
Sem você perto de mim!!!
Mãe, perdoa-me a desconsideração...
das tuas palavras de experiência...
Que mostravas com toda ciência...
O quanto no casamento seria infeliz!!!
Mãe, perdoa-me as reclamações..
Depois de não te ouvir...
Sentia que ainda assim tocava teu coração!!!
Mãe, perdoa-me pela labuta...
Quando fez tua a minha luta...
De olhar os filhos meus!!!
Mãe, perdoa-me pela ausência...
Quando eu queria mais vivência...
Esquecendo que eu era imprescindível a ti!!!
Mãe, hoje também me tornei mãe...
E com os olhos rasos d'água...
Olho e vejo o nosso passado...
E relembro o quanto comigo sofreu!!!
Mãe,meu pedido de perdão é sincero...
È tudo que mais quero...
Por um dia...Inconsciente não acreditar em ti!!!
Hoje louvo até o seu nome...
Ainda levo teu sobrenome...
E quero te ver a todo instante, Sorrir!!!
Eu venho neste dia mais lindo...
Falar do grande amor que tenho por ti!!!
Ès minha mãe amada...
Amiga inimitada...
Meu Anjo idolatrado...
Até o fim dos dias meus!!!

Irene Chagas

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Plantando Sementes pela Vida


Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica.
Todos os dias ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho.
À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa.
No ponto seguinte ao que homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela.
Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.
Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa.
Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:
- Bom tarde, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora esta jogando pela janela?
- Boa tarde, respondeu a velhinha.
- Jogo sementes.
- Sementes? Sementes de que?
- De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia.
E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho... Imagine como seria bom.
- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos... A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?
- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.
- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água...
- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer .
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho".
O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio "caduca".
O tempo passou...
Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, linda.
O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.
- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado.
O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. "Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou o trabalho da velhinha?
A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda".
Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança.
No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado:
- Olha, mãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis?
Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas.
No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso...

Que linda mensagem, não? Joguem também suas sementes...