domingo, 27 de abril de 2014

Servir a Deus ou a Mamon


No mundo moderno a circulação monetária dá-se com grande desenvoltura.
As ocorrências da economia de um país rapidamente se fazem sentir nos mais variados cantos do planeta.
Vultosos recursos circulam no mercado internacional, à procura de boas oportunidades de investimento.
Mas não reside apenas aí a mutação verificada em questões financeiras.
Tem-se o dinheiro de plástico, na forma de cartões de crédito e débito.
Eles permitem realizar compras com simplicidade e sem a movimentação física de papel-moeda.
A Internet também importa em uma revolução, ao viabilizar a rápida transferência de vastos recursos.
Não é viável ignorar a importância do dinheiro na vida humana.
A miséria não constitui ambiente propício à paz e ao desenvolvimento social.
Então, importa pensar no modo pelo qual nos relacionamos com o dinheiro.
Não falta quem tenha preconceito quanto aos recursos amoedados.
Fala-se que o dinheiro é algo sujo, como se possuísse qualidades morais.
Contudo, ele é apenas um instrumento, absolutamente neutro, embora dotado de grande potencial.
Frequentemente se invoca a passagem evangélica, na qual Jesus afirma ser impossível servir a Deus e a Mamon.
Entretanto, nela não é viável identificar uma condenação ao dinheiro em si.
O que o Mestre deixa claro é que o dinheiro não deve ser idolatrado.
Ele não pode competir com Deus no coração do homem.
Mas isso evidentemente não significa que deva converter-se em tabu.
A posse de grande fortuna muitas vezes instila no coração do homem uma falsa impressão de superioridade.
O rico vicioso costuma ser bem recebido em todos os lugares.
Isso talvez lhe dê a sensação de tudo poder e de que as regras morais não se lhe aplicam.
A riqueza também propicia a satisfação dos mais loucos caprichos.
Justamente por isso, ela dificulta a pacificação interior.
Mas por ser uma prova difícil, não se segue que a fortuna seja intrinsecamente má.
Quem dispõe de vastos recursos pode ser extremamente útil à sociedade.
As indústrias empregam milhares de pessoas, assegurando dignidade aos trabalhadores.
O homem é muito mais feliz ao receber um salário que mereceu, do que ao estender a mão para pedir esmolas.
As pesquisas que aprimoram a medicina e tornam a vida mais fácil demandam vastos recursos.
Assim, o dinheiro nada tem de execrável, embora não deva ser idolatrado.
Ninguém consegue levar a fortuna para o túmulo.
Mas o bem que se houver feito constitui um tesouro imperecível e para sempre registrado na consciência.
Procure relacionar-se bem com o dinheiro.
Não há virtude no ócio e em ser um peso para a sociedade.
Desenvolva suas habilidades e trabalhe com competência, a fim de merecer seu salário e seus lucros.
Desse modo, você será útil a si mesmo e aos outros.
Mas também não use o dinheiro que lhe vem às mãos apenas em seu benefício.
Aprenda a partilhar seus tesouros, da espécie que sejam.
Servir a Deus implica ser um bom depositário de todos os talentos recebidos.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.

sábado, 26 de abril de 2014

Auxiliemos


Auxiliemos os que tombaram em sofrimento!...
Deixa que a voz deles te alcance a vida.
Não te presumas tão longe. Frequentemente, o espaço que os distancia não é senão aquele que te separa do lar vizinho.
Enquanto nos detemos, pensando nas lágrimas que lhes encharcam as horas, é possível estejam a poucos metros de nós, carregando fadiga e desilusão.
Há os que talvez procurem mostrar um sorriso, após remover os sinais de pranto do rosto desfigurado em penúria e os que, não obstante possuírem todos os excessos de uma existência faustosa, acalentam a ideia do suicídio, crendo seja a fuga a única solução para as dificuldades a que se arrojaram imprevidentes.
Muitos abraçaram empresas delituosas, adquirindo tormentos de espírito, ao pé de outros tantos que escalaram a barranca da vaidade, despencando em precipícios de treva.
Deixa que te visitem o espelho da consciência!...
Vê-los-ás, sentindo-te por baliza de extensa caravana de angústia!...
Dói contemplar não somente os adultos algemados à provação, mas também as crianças e jovens espoliados de afeto, que a necessidade, em muitas ocasiões, relega ao espinheiro da enfermidade ou à vala do vício!
Se desfrutas saúde, se tens algum tempo disponível, se possuis influência ou se reténs essa ou aquela sobra da bolsa, colabora para que se reduzam o desespero e a aflição que ainda lavram na Terra!...
Não exijas, porém, a alheia gratidão para
auxiliar.
Ainda mesmo que os necessitados de teu concurso transportem no peito corações empedernidos na sombra do mal, dos quais não te é lícito aproximar, por enquanto, a fim de que não patrocines a irreflexão ou a desordem, ora por eles e ampara-os de maneira indireta!...
As mães dos obsessores e dos ingratos, ainda quando desencarnadas, estão vivas!... Elas vibram de esperança e felicidade com os teus gestos de amor e te dirão, em preces de alegria, no silêncio da alma: "Deus te guarde e abençoe!"

Chico Xavier - Emmanuel