quarta-feira, 21 de maio de 2014

Lágrimas



"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." - Jesus. (MATEUS, capítulo 11, versículo 28.)

Ninguém como Cristo espalhou na Terra tanta alegria e fortaleza de ânimo. Reconhecendo isso, muitos discípulos amontoam argumentos contra a lágrima e abominam as expressões de sofrimento.

O Paraíso já estaria na Terra se ninguém tivesse razões para chorar. Considerando assim, Jesus, que era o Mestre da confiança e do otimismo, chamava ao seu coração todos os que estivessem cansados e oprimidos sob o peso de desenganos terrestres.

Não amaldiçoou os tristes: convocou-os à consolação.

Muita gente acredita na lágrima sintoma de fraqueza espiritual. No entanto, Maria soluçou no Calvário; Pedro lastimou-se, depois da negação; Paulo mergulhou-se em pranto às portas de Damasco; os primeiros cristãos choraram nos circos de martírio... mas, nenhum deles derramou lágrimas sem esperança. Prantearam e seguiram o caminho do Senhor, sofreram e anunciaram a Boa Nova da Redenção, padeceram e morreram leais na confiança suprema.

O cansaço experimentado por amor ao Cristo converte-se em fortaleza, as cadeias levadas ao seu olhar magnânimo transformam-se em laços divinos de salvação.

Caracterizam-se as lágrimas através de origens específicas. Quando nascem da dor sincera e construtiva, são filtros de redenção e vida; no entanto, se procedem do desespero, são venenos mortais.

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 172.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Deus pode!



Deus pode!
Não fales “não posso” e nem digas “desesperei”.
Quando tiveres de explicar a palavra “exaustão”,
deixa que a esperança te refulja,
em silêncio na boca.
E sempre que te suponhas na liquidação de todos os sonhos,
contempla as flores que desabrocham sobre as ruínas.
Muitas vezes quem sabe definir o desanimo
apenas desencadeia a tragédia, abrindo portas à delinqüência.
Estendes pão ao faminto e acolhes quem vai sem teto,
entretanto, nem sempre atendes ao coração agoniado no próprio peito, rogando-te paciência.
Ouve-lhe as aflições e pede a Deus te envolva no dom inefável da sua bênção.
Se não consegues solucionar as dificuldades que te rodeiam, dize contigo:
Deus pode!
Se incapaz de empreender a alteração necessária ao próprio caminho, afirma em tu’alma:
Deus pode!
Se impossibilitado para corrigir a quem amas, assevera de novo:
Deus pode!
Se inabilitado para extirpar a angústia que te alanceia, medita em prece:
Deus pode!
E perdoando e ajudando sem descansar, aprenderás com Deus que a luz da verdadeira vitória é feita na paciência de cada dia.
(Chico Xavier)