terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Forca no Celeiro - O Pai Que Tenta Ajudar o Filho...


Havia um fazendeiro muito trabalhador e muito rico. Ele tinha dezenas de abastadas fazendas, milhares de cabeças de gado, centenas de cavalos de raça, muitos empregados. Mas, a sua grande preocupação era com seu único filho, que ao contrário do fazendeiro não gostava de trabalhar. Vivia apenas em festas, farras, churrascadas, seguido e bajulado por um grupo de “amigos”.

O pai advertia-o que aquelas pessoas só estavam do lado dele por interesse e que não eram amigos de verdade. O homem também o aconselhava a se preparar para administrar com sabedoria todos os bens que herdaria.

Mas, as palavras entravam por um ouvido e saíam pelo outro e o rapaz continuava a fazer exatamente tudo aquilo que o pai dele pedia para ele não repetir. Foi então que o homem resolveu mandar construir um celeiro na fazenda principal. E nesse celeiro ele mesmo forjou uma grande forca. No chão, ele escreveu em grandes letras a frase: “para eu nunca esquecer os conselhos do meu pai”.

Ele chamou o filho e o levou ao celeiro e disse que já sabia por inteiro o destino do filho depois que morresse. Ele não saberia administrar os bens herdados, contrairia vultosas dívidas, seria ignorado pelos antes amigos e começaria a se desfazer de cada uma das coisas que ele recebeu. Quando chegasse esse dia, o pai pediu que ele fosse ao celeiro e usasse a forca. O rapaz ficou muito assustado por um tempo, mas depois voltou a se comportar tão dissolutamente quanto antes.

O fazendeiro morreu. E ele estava certo. O filho não sabia administrar o que herdou. Meteu-se em muitos negócios que pareciam lucrativos mas se revelaram estúpidos, contraiu dívidas, viu sumir os amigos e começou a vender os bens que possuía.

Quando só restava-lhe o celeiro, resolveu atender ao desejo do pai. Foi até a forca. Pôs a corda no pescoço e desejou: “Perdão, pai... Ah! Se eu tivesse uma segunda chance”. E se atirou..

Descobriu que a forca era oca. De dentro dela caíram muitas pedras preciosas: diamantes, esmeraldas, rubis, etc.

No meio das joias valiosas, um papel com a letra do pai: “Eu o amo muito. Aproveite bem essa segunda chance”.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Há muitas Moradas na Casa de Meu Pai


1. Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim.
Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito,
pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos
houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu
estiver, também vós aí estejais. ( S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

Diferentes estados da alma na erraticidade

2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam
no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes
ao adiantamento dos mesmos Espíritos.
Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também
podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme
se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão
ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações
que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da
esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto
alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente
claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado
de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que
constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o
justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível.
Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.