sábado, 2 de maio de 2015

A Dor do Abandono


Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. 

De quem se trata? Quase ninguém sabe. 

Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. 

Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve. 

Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. 

Eram anotações sobre a dor... 

Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos... 

Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases: 

Onde andarão meus filhos? 

Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? 

Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? 

Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... 

Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão. 

Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... 

Os dias passam... e com eles a esperança se vai... 

No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... 

Mas, agora... como esquecer que fui esquecida? 

Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? 

Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. 

Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... 

Queria saber dos meus filhos... dos meus netos... 

Será que ao menos se lembram de mim? 

A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim. 

Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... 

É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... 

Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... 

Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... 

E essa é a única esperança que me resta... 

Sinto que a minha hora está chegando... 

Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. 

E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... 

Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado... 

*** 

A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. 

Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

CADA MÃE É UMA FLOR



Cada mãe é uma flor, no Mundo criado por Deus
Seu ventre, o paraíso, para o filho que concebeu
Consciência e amor, para nos preparar lhe deu
Todos os puros sentimentos, para gerar os filhos Seus

Para todas deu Grandezas, para a Seus filhos conceber
Tratá-los como fez Maria, para como Jesus Cristo ser
Em todos os momentos da vida, dar amor e proteger
Amar e dar bom exemplo, antes e depois de nascer

Ensinar toda Verdade, falar de um Deus de Amor
Que não castiga nem vinga, sempre a todos perdoou
Está sempre de braços abertos, perdoando quem errou
Infinitamente bom e justo, nunca a Seus filhos vingou

És como o Pai Eterno, que acompanha nossos passos
Que perdoa e espera de volta, até os filhos ingratos
Os que saíram do caminho, e não voltam para Seus braços
Até os últimos momentos da vida, Ele fica a esperá-los

És um Ser infinitamente perfeito, és o símbolo do Amor
És igual a Natureza, resistes o destruidor
És as vidas abandonadas, acolhes e dás calor
Não recusas em ajudar, o coração sofredor

Ninguém pode avaliar, o quanto Deus ama seus filhos
De todas as crianças que nascem, Ele é o Pai Divino
Cuida e ama todo tempo, desde quando concebidos
Para que cumpram as missões, como está no predestino

Durante a gravidez, te ajuda todo tempo
Para tratares como um messias, para ajudar com bom exemplo
Para ser feliz e alegre, e ter só bons pensamentos
Para não sair do bom caminho, e dos males ficares isento

Jôe Luiz - Espírito de Luz
Psicografada Pelo Médium Rui Souza