quinta-feira, 30 de julho de 2015

Em favor da criança - Narrado por Chico Xavier


Sem dúvida a criança merece a consideração da fé religiosa, da poesia e do romantismo — todas essas homenagens as crianças merecem — no entanto, é preciso relembrar, seja de público ou nos serviços do lar, que a infância é o período mais grave da nossa renovação.
Todos nós que constituímos a Humanidade, somos grande multidão de Espíritos reencarnados em marcha no rumo de Planos superiores, entretanto, cada um de nós traz na retaguarda o peso do passado, e a infância é a hora de renovar as nossas forças para retomar o pretérito.
Da puberdade para frente é mais difícil qualquer renovação. Seja pois, permanente o nosso esforço para imprimir aos nossos entes queridos na infantilidade os traços do aprimoramento de que necessitamos. Isso é importante em todos degraus da construção social.
Rendamos, assim, nosso preito de amor aos pequeninos, a fim de melhorar a vida de nós mesmos.
Todo carinho aos irmãos ou seres amados para que se adaptam à existência, com o mínimo de ilusão em favor deles próprios.
Dói ver tantas criaturinhas enganadas para despertarem muita vez em provas dolorosas.
Consideremos que nossas homenagens à criança sejam proteção contra a fraqueza e contra o mal.
Que estas notas nos calem no íntimo e que a compaixão pelos meninos funcione conosco em cada dia.
Doemos à criança, seja onde for, nosso respeito, amparo, amor e luz e estaremos colaborando para a vida nas bênçãos de Jesus.

Chico Xavier - Maria Dolores

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Carta as Mães que perderam seus Filhos


Mãezinha querida... Seu coração está em pedaços...

Não há dor maior do que a perda de um filho...

Aprendemos a amá-los de uma forma tão grandiosa, tão completa, que não conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presença ao nosso lado.

Descobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes havíamos amado.

E subitamente são levados... Aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso regaço através da morte tão cruel.

Mãezinha querida... Seu coração pede consolo, pede uma razão para continuar vivendo...

E esta razão estará sempre em seu amor por eles.

Primeiramente pelo amor aos que ficaram e respiram também o ar de seu amar: filhinhos, esposo, pais, amigos queridos.

Mas também pelo amor aos que partiram porque, mãezinha querida, eles continuam a existir e a amá-la como antes o faziam.

A morte não mata o Espírito e também não mata o amor.

"Um pai, uma mãe, nunca deveriam enterrar seus filhos" - diz o pensamento popular, fazendo menção à ordem natural da vida para os que deveriam partir antes.

Porém, a verdade é que você não enterrou seu filhinho, mãe: o que ali foi deixado sob a terra era apenas sua vestimenta corporal para esta breve encarnação.

Seu filho, sua filha continuam existindo. E todo amor que construíram no aconchego de seu lar não foi perdido: será a semente de um novo amanhã, quando voltarão a se encontrar.

Os planos maiores do Universo - ainda desconhecidos por nós - definiram que precisavam ir mais cedo, por razões especiais.

Voltaram para a verdadeira vida, o mundo espiritual, onde estão recebendo todo auxílio necessário para que sejam bem recepcionados em sua nova realidade.

Deus está com seus filhos nos braços, mãezinha. Segura-os através de seus tantos trabalhadores do bem, que estão encarregados de receber as almas após a desencarnação.

Você não perdeu seus filhos, embora a realidade pareça mostrar isso diariamente, pelo buraco que suas ausências na Terra deixaram.

Não... Você não perdeu seus filhos. A desencarnação é apenas o final de uma etapa e começo de outra.

Não perdemos as pessoas, assim como não se perde o amor semeado no coração.

Quando a saudade apertar e o ar parecer faltar, lembre, mãezinha, dos momentos felizes com eles, lembre de abraçá-los com carinho em suas orações aos céus.

Eles receberão seu abraço e ficarão felizes por saber que em sua alma não há revolta, não há ódio ou rancor, há apenas a natural e saudável saudade.

Através da oração você poderá manter um contato constante com eles, pois a prece une os "dois mundos".

Diga que os ama muito, que sente falta, é certo, e que é este amor que lhe sustenta os dias na Terra, esperando o sonhado momento do reencontro.

Mãezinha querida... Você não está sozinha neste momento difícil: Deus está com você. Conte com Ele.

Redação do Momento Espírita.