quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Reflexão - Envelheço


ENVELHEÇO

quando me fecho para as novas idéias e me torno radical...

ENVELHEÇO

quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar...

ENVELHEÇO

quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar...

ENVELHEÇO

quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar...

ENVELHEÇO

quando muito me preocupo e depois me culpo por não ter tido motivos para me preocupar...

ENVELHEÇO

quando penso demasiadamente em mim mesmo e conseqüentemente, dos outros, completamente me esqueço...

ENVELHEÇO

quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar!

ENVELHEÇO

quando tenho a chance de amar e daí o coração se põe a pensar:
"Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?"

ENVELHEÇO

quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta de minha alma e ponho a me lamentar...

ENVELHEÇO,

enfim, quando paro de lutar...

Reinilson Câmara

terça-feira, 15 de setembro de 2015

É sempre possível encontrar o caminho - Chico Xavier


Escuta, alma querida, quando a prova te alcança e o sofrimento te golpeia a vida, impondo-te cansaço e insegurança; Quando a aflição te cerca e te subjuga, Portas a dentro de teu próprio ser, Sem apelos à fuga em que te possas esconder, indagas, quase sempre, de ânimo frustrado revelando revolta amarga e triste: - Se Deus é amor eterno e ilimitado, por que razão a dor existe? Por que ao sonho se seguem, com freqüência, o fel, o desengano, a desventura que nos induzem a existência ao vasto espinheiral em que a nossa esperança se enclausura? E guardando-te, a sós, sob angústia mortal, certas vezes, de anseio em desalinho, quererias fugir de teu próprio caminho...

Entretanto, alma boa, se algo te feriu, não te agastes, perdoa...

E, sobretudo, raciocina Que a dor lembra o esmeril da Lei Divina Que, em nos tocando, nos aperfeiçoa.

Tudo o que te garante o próprio alento passou por disciplina e sofrimento sem que a ovelha aceitasse os golpes da tosquia, não teria a lã que te guarda o calor; Sem que a minério padecesse um dia o fogo abrasador, não dispunhas da casa, em fina arquitetura, sobre vigas leais de sólida estrutura; sem árvores tombando, a rude corte, nas fruías na própria residência o ambiente ideal em que se te conforte a energia precisa às lutas da existência; A dentes de serrote, a natureza Formou, em teu auxílio, o refúgio da mesa, e o trigo que passou pela trituração, em qualquer tempo, é a base de teu pão.

Não acuses a dor que te procura a fim de preparar-te a grandeza futura, Sem ela que nos frena e regenera, estaríamos nós, provavelmente, na condição da fera sob a selvageria permanente.

Por fim, alma querida, considera: De heróis que já tivemos, almas gigantes na sabedoria, corações a brilhar, nos ápices supremos da beleza imortal que se irradia dos tesouros do amor; de todos os apóstolos da história que apontaram a vida superior de que o mundo conserva algum indício, aquele que nos deu, constantemente, o sentido da dor por fonte renascente de ascensão e nobreza, vida e luz, com bases sobre o próprio sacrifício, esse herói foi Jesus.

(Maria Dolores – Francisco Cândido Xavier)

Senhor Jesus não te pedimos nada do não nos seja essencial,
nós te rogamos o benefício do trabalho para que não nos falte o pão de cada dia.
Te rogamos saúde para executar esse trabalho e sensibilidade diante do sofrimento alheio, e te imploramos também a oportunidade de renovados momentos como este, a fim de termos as melhores inspirações que aos poucos nos habilitarão a tarefas mais elevadas em favor dos nossos semelhantes.

Obrigado Senhor

(Música Caminho de Milagres - Aline Barros)