sábado, 19 de setembro de 2015

Segurando as Cordas - Reflexão Espírita


Há alguns anos, uma equipe de botânicos, desejando realizar uma experiência muito especial, se dirigiu à região dos Alpes à procura de novas espécies de flores.

Depois de muitos dias de pesquisa, através de binóculos, eles encontraram uma flor extremamente rara, com valor incalculável para a ciência.

Porém, havia uma dificuldade. Ela estava na parte inferior de uma encosta muito inclinada. Para pegá-la, alguém precisaria descer amarrado a uma corda. Era, sem dúvida, uma tarefa de certo risco.

Buscando nas redondezas, os botânicos encontraram um menino e lhe perguntaram se, em troca de um bom pagamento, ele não se proporia a buscar a flor. O garoto foi até o precipício, com seus olhos infantis mediu a boca enorme da fenda, pensou um pouco e respondeu:

Se vocês esperarem um pouco, eu lhes darei a resposta. Volto logo.

Algum tempo depois ele retornou, seguido por um senhor com os cabelos já grisalhos. Aproximando-se do chefe da expedição científica, ele disse:

Agora, estou pronto para descer e pegar a flor, se este homem segurar a corda. Ele é meu pai.

* * *

Confiança no pai. Tão salutar para as nossas vidas seria se vivêssemos com confiança em Deus, nosso Pai. Confiança que nos permitiria viver mais tranquilos, guardando a certeza de que a barca do planeta não anda à deriva. O Divino Pai a conduz, atento e compassivo.

Se existem aparentes injustiças, guerras e rumores de guerra, fome e dor - o Pai está atento, tudo providenciando no momento certo e oportuno, colocando as criaturas nos lugares exatos das suas necessidades espirituais.

Confiança que nos ensina que não devemos nos afadigar na precipitação, pois que há tempo da sementeira como há o tempo da colheita.

Confiança que nos oferece forças para solucionar problemas em vez de afastá-los. Que nos permitiria olhar a dor com outra configuração. Não como o espinho do resgate, mas a força-estímulo para a vida, desafio para o avanço e a autorrealização.

Confiança que é dínamo gerador de poderosas energias, mediante as quais se estabelecem os contatos com as augustas fontes da vida, donde fluem e refluem as forças que movem as montanhas das dificuldades.

Confiança que permite ao homem investir todos os valores e recursos de que pode dispor na programática que traça a bem de si mesmo.

Confiança que lhe permite superar os receios, graças à luz que espanca todas as sombras.

Confiança que se transforma em coragem, nesse ardor que impele o homem a realizar alguma coisa e a algo fazer, em benefício alheio.

Confiança em Deus, o Pai, que zela por nós e governa as nossas vidas.

* * *

Nos dias de luta, recorde que Jesus, o doce Rabi Galileu, nos ensinou que tudo que pedíssemos ao Pai, em nome dEle, o Pai nos concederia.

Recorde ainda mais que o mesmo Jesus lecionou que nenhum pai dá uma pedra ao filho que lhe pede pão. Assim também nosso Pai nos atenderá as rogativas, velando pelos nossos destinos.

Pense nisso e siga mais tranquilo na vida, guardando a certeza de que Deus é Pai e segura as cordas da sua vida, de todas as nossas vidas.

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sentir-nos ofendidos - Chico Xavier


Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas…

Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em água de rosas… Somos Espíritos altamente endividados — dentro de nós, o passado ainda fala mais alto…

Por que, então, haveríamos de nos sentir ofendidos quando as pessoas não fazem com que as coisas sejam da maneira que queremos?!

Não podemos ser tão suscetíveis assim… Por qualquer aborrecimento, gente há que passa a vida inteira sem falar com um irmão, com um amigo…

Queremos viver na Terra sem que sejamos afetados pela sua condição, vamos dizer assim, de ainda lamentável atraso espiritual… 6 Isto aqui não é uma estação de veraneio! Quando o Espírito reencarna; ele já vem consciente das lutas que terá de enfrentar — a menos que seja um Espírito completamente alheio ao seu próprio destino.

Todos, quando retomamos o corpo, sabemos que, de certa forma, estaremos à mercê de uma série de circunstâncias próprias de um planeta em evolução…

Chico Xavier