quarta-feira, 2 de março de 2016

Na hora de Dormir


O sono é o repouso do corpo; o Espírito, porém, não tem necessidade de repouso. Enquanto os nossos sentidos físicos estão adormecidos, a alma se liberta em parte da matéria e assume o domínio de suas capacidades espirituais. O sono foi dado ao homem para a reposição das forças orgânicas e das forças morais. Enquanto o corpo recupera as energias que perdeu pela atividade no dia anterior, o Espírito vai fortalecer-se entre outros Espíritos. As idéias que encontra ao despertar, em forma de intuição, ele as obtém do que vê, do que ouve e dos conselhos que lhe são dados. Equivale ao retorno temporário do exilado à sua verdadeira pátria, como um prisioneiro momentaneamente libertado.

Mas, tal como acontece a um prisioneiro perverso, acontece o mesmo ao Espírito que, nem sempre, aproveita esses momentos de liberdade para seu adiantamento. Se tem maus instintos, ao invés de procurar a companhia dos bons Espíritos, procura a dos maus, seus semelhantes, e vai visitar os lugares onde pode dar livre curso à suas más tendências.

Que aquele que esteja consciente desta verdade eleve o seu pensamento a Deus no momento em que sentir a aproximação do
sono. Que peça conselhos aos bons Espíritos e àqueles cuja memória lhe seja cara, a fim de que possa juntar-se a eles no curto intervalo que lhe é concedido e, ao despertar, ele se sentirá mais forte contra o mal, com mais coragem contra as infelicidades.

Prece
Minha alma vai se encontrar por instantes com outros Espíritos. Que aqueles que são bons venham me ajudar com seus conselhos. Meu anjo guardião, fazei com que ao despertar eu conserve uma durável e salutar impressão desse convívio.
Autor desconhecido

terça-feira, 1 de março de 2016

Menos Ansiedade


Vivemos dias de velocidades intensas. A tecnologia facilita a comunicação, acelera o transporte, coloca-nos em contato com o mundo, e tudo diminui.

O tempo da carta transformou-se nos segundos da mensagem eletrônica. Os dias da viagem tornaram-se as horas do avião e as conversas nas ligações telefônicas reduzem-se a rápidas mensagens de texto nos telefones portáteis.

Cada vez mais precisamos nos informar, cada vez mais buscamos estudar, cada vez mais tentamos acompanhar uma velocidade acelerada, que tanto nos assusta quanto beneficia.

Por isso não somos poucos a viver uma vida de intensos afazeres, muitos compromissos, a nos exaurirmos nas horas que parecem poucas para tanto a fazer.

Não temos certeza se conseguiremos cumprir com os compromissos, se manteremos nossa competência profissional, se bem educaremos nossos filhos...

Natural que desenvolvamos comportamentos de insegurança e ansiedade frente a tantas dúvidas e questionamentos.

E, a partir disso, geramos doenças de comportamento, fobias sociais, alterações de larga monta em nosso organismo físico e em nossa estrutura emocional.

Mergulhados em um oceano de problemas, esquecemo-nos de que a Providência Divina sempre esteve e continua a velar por tudo e por todos.

Retornamos ao mundo físico sob a proteção e tutela de um Deus misericordioso e provedor de todas as nossas necessidades.

Por essa razão é que Jesus nos aconselhou a que deixemos a cada dia as suas próprias necessidades.

Com isso, Jesus nos incita à fé, para que façamos a nossa parte, na medida que seja possível, e no rol de nossas responsabilidades.

O restante, aquilo que não há como ajudar, melhorar ou alterar, entreguemos nas mãos de Deus. Ele há de saber como melhor fazer.

Muitas vezes nos atribulamos com coisas que não há como modificar, ou nos angustiamos com situações onde não se pode prever o desfecho.

Nessas horas, a fé e o entendimento de que Deus nos provê com todos os recursos necessários serão sempre roteiro para mantermos a paz íntima.

Mesmo que algumas vezes não compreendamos de imediato o porquê dessa ou daquela situação que nos ocorre, façamos a nossa parte, guardando a certeza de que nunca estamos sozinhos.

Mantenhamos a consciência tranquila de ter feito tudo que estava ao nosso alcance, utilizando dos melhores recursos que dispúnhamos. A Providência Divina se encarregará de nos amparar.

Agindo assim, perceberemos que, mesmo nesses dias acelerados e intensos, não há porque desenvolvermos aflições desnecessárias e inúteis.

Tranquilizando a mente, usando da oração como recurso terapêutico, teremos sempre a paz necessária para enfrentar os desafios naturais da vida.

* * *

Busquemos sintonizar com nossos guias espirituais e conseguiremos galgar os degraus do progresso e da paz.

O Mestre de Nazaré nos prometeu que não nos deixaria a sós. Ele sempre esteve e permanece conosco, na condição de pastor de nossas almas, sol sublime que ilumina nossas vidas.

Lembremos disso em nossa trajetória, a cada dia, a cada hora e sempre que as dificuldades nos pareçam intransponíveis.

Redação do Momento Espírita.