domingo, 21 de janeiro de 2018

O QUE É SALVAÇÃO PARA OS ESPÍRITAS?


Como disse Emmanuel “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é libertação de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos do resgate das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade. Quando fizermos da caridade (da paciência, do perdão, da tolerância, do respeito) a nossa lei, e da solidariedade nossa norma de conduta, nos converteremos em agentes do Bem na Terra, a mesma luz que acendermos para os outros purificará a nossa alma.

Em I Pedro, 4:8 diz: “O amor cobre a multidão dos pecados”, quer dizer que todo o Bem que estendermos ao próximo diminuiremos a multidão de erros que cometemos no passado e no presente. Só assim estaremos "salvos", livres de resgates, muitas vezes dolorosos, aflitivos através das reencarnações. Reencarnaremos quantas vezes for preciso até que paguemos o último centavo de nossos débitos com a lei divina. Por isso a bandeira do Espiritismo é FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL OU COLETIVA?

Individual. “Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rom. 2:6), “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rom. 14:12). Portanto, não será por religião, será pelas nossas obras, baseadas no amor ao próximo, como fez o samaritano da parábola que socorreu um homem que estava todo machucado (porque havia sido assaltado), sem perguntar se ele era um judeu que eles (samaritanos) tanto odiavam. Sendo que, havia passado pelo homem ferido um sacerdote e logo após um levita (ambos trabalhadores do templo e conhecedores da Lei), que apenas olharam e passaram reto. Então, a salvação não é pela igreja, não basta conhecer as leis divinas ou frequentar uma casa religiosa, tem que colocar em prática. Para nós espíritas Jesus não veio nos salvar, Ele veio mostrar o caminho da salvação (livramento dos nossos débitos) e o caminho é a vivência de seus ensinamentos.

Autor: Rudymara - Grupo de Estudos Allan Kardec

sábado, 20 de janeiro de 2018

O “AMAR A SI MESMO” pode gerar um significado dúbio como EGOISTICAMENTE preferir sempre A SI PRÓPRIO?


O “AMAR A SI MESMO” PODE GERAR UM SIGNIFICADO DÚBIO COMO EGOISTICAMENTE PREFERIR SEMPRE A SI PRÓPRIO?

R: ... Amando a si mesmos, terão que aprender a darem o melhor de si para os outros. Não é um amar egoísta, egocentrista, é um amar para saber cuidar dos seus pensamentos, de suas palavras e atitudes, a não onerar os outros.

Precisam conhecer a vocês mesmos, em primeiro lugar, e não como pensam conhecer o outro: O outro é isto, o outro é aquilo.

Mas e vocês? Quem são vocês? A grande maioria não se expõe, tranca-se. E assim é o amor.

O amar a mim mesmo é saber perdoar, saber distinguir aquilo que sou daquilo que faço. É nesse sentido que é preciso entender o amar a si próprio.

NÃO SERIA O AMOR O OBJETIVO FINAL REAL DE NOSSAS VIDAS?

R: “Sim, mas o amor amplo. Aprender amar a tudo: a arte, a construção, um olhar, um animal ou uma flor. Amar quando olha o céu, essa construção perfeita, enfim, o amor à Criação. Ele tem que ser amplo e abrangente.

Na Terra, as almas encarnadas tem uma concepção de amor muito diferente. Esse termo está mal empregado.”

TEMOS UM DITADO POPULAR QUE DIZ: “O AMOR É CEGO” ISSO ESTARIA CORRETO?

R: “O amor é cego quando é cármico, porque se não fosse assim não existiriam as uniões.

Ele precisa ser cego porque é necessário. Seria uma energia em contato com outra energia para unirem-se e seguirem juntos. Não é amor. É paixão, atração, ilusão e chamamento de matéria, embora estas criaturas, que já se encontram sob sensibilidades maiores, se unam em sentimentos mais apurados, a solidificarem-se em um amor mais abrangente.”

POR QUE AS PESSOAS HOJE TÊM TANTA NECESSIDADE DE SEREM AMADAS E TANTA DIFICULDADE PARA AMAR?

R: “Isso não acontece só hoje em dia, sempre existiu, porque não fomos feitos para vivermos sós. Existe uma necessidade de complementação de energias, somos energia e precisamos desta alimentação de carinho e aconchego numa maior profundidade, assim como precisamos da chuva que cai com amor a nos alimentar o corpo e a própria vida... Nem o homem, nem nenhuma natureza nasceram para viverem sós.

Nasce uma flor de uma espécie e daqui a pouco vem outra da mesma espécie, elas se agrupam em espécies. Existe uma convivência amorosa que elas não identificam seja o amor, porque ainda são naturezas minerais, vegetais e animais. Mas existe uma cumplicidade daquele grupo em se unir a tornar todo aquele conjunto mais belo. Isso é uma forma de irradiar amor...

“Amar é libertar, conceder, doar-se e saber ajoelharem-se diante umas das outras sem exigências maiores.”

QUEM AMA LIBERTA?

R: Quem ama liberta. Comecemos por nós.

Amamos a ponto de entregar nossos filhos nas mãos de Deus e às disposições que foram dadas a eles? Pensem nisto.

Amamos a ponto de aceitar quando um ser se afasta de nós e vai para o plano espiritual?

Esta é a aceitação do amor, porque você ama a criatura, mas não pode exigir que por ter um amor egoísta a criatura faça o que você quer, fique onde você quer ou atue como você quer. Não pode ser assim...

HENRIQUE KARROIZ