segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DESPERTAMENTO PARA A PERSEVERANÇA

 Para perseverar na boa luta, faz-se necessário manter profunda união com os ensinamentos de Jesus Cristo. O mundo terreno, tal como se apresenta, em todas as chances para dominar os que só vêem montanhas à frente dos caminhos; para desesperar a quem só enxerga violências nas estradas onde caminha; para desestimular os que identificam como opositores todos os que encontram pela frente,  seguindo trilhos que não são os seus; para tirar o prazer de quem só conhece dores
ao seu redor; para chumbar no leito da acomodação ao que se sente frágil, invariavelmente, para qualquer atitude diante da existência. Somente quando a  pessoa se der conta de que o  Cristo deve ser a mais lúcida inspiração para a alma terrestre,  começará a sentir forças novas  para superar óbices em seus caminhos; para alimentar esperanças de paz e harmonia; para saber ouvir reais adversários, extraindo o verdadeiro e o útil dos seus arrazoados;  para aproveitar as chances de  alegria  pelo entendimento do significado espiritual do sofrimento,  onde ele apareça; para erguer-se a cada manhã, com boa disposição de fortificar-se com o elixires do trabalho e da fé, certo de que, conforme enunciou o Mestre Nazareno, só o que perseverar até o fim salvar-se-á.
 
(Obra: Em Serviço Mediúnico - J. Raul Teixeira/Hans Swigg)

NECESSÁRIO ACORDAR

 "Desperta, ó tu que dormes, levanta-te
dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá."
- Paulo Efésios 5:14


Grande número de adventícios ou não aos círculos do Cristianismo acusa fortes dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos de Jesus. Alguns encontram obscuridade nos textos, outros protestam e rejeitam o pão divino pelo envoltório humano de que necessitou para preservar-se na Terra.
Esses amigos, entretanto, não percebem que isto ocorre, porque permanecem dormindo, vítimas de paralisia das faculdades superiores.
Na maioria das ocasiões, os convites divinos passam por eles, sugestivos e santificantes; todavia, os companheiros distraídos interpretam-nos por cenas sagradas, dignas de louvor, mas depressa relegadas ao esquecimento. O coração não adere, dormitando amortecido, incapaz de analisar e compreender.
A criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.
Grandes massas, supostamente religiosas, vão sendo conduzidas, através das circunstâncias de cada dia, quais fileiras de sonâmbulos inconscientes. Fala-se em Deus, em fé e em espiritualidade, qual se respirassem na estranha  atmosfera de escuro pesadelo. Sacudidas pela corrente incessante do rio da vida, rolam no turbilhão  dos acontecimentos, enceguecidas, dormentes e semimortas até que despertem e se levantem, através do esforço pessoal, a fim de que o Cristo as esclareça.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)