quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Semeadores

"Eis que o semeador saiu a semear." - Jesus. (MATEUS. 13:3.)

Todo ensinamento do Divino Mestre é profundo e sublime na menor
expressão. Quando se dispõe a contar a parábola do semeador, começa com
ensinamento de inestimável importância que vale relembrar.
Não nos fala que o semeador deva agir, através do contato com
terceiras pessoas, e sim que ele mesmo saiu a semear.
Transferindo a imagem para o solo do espírito, em que tantos
imperativos de renovação convidam os obreiros da boa-vontade à santificante
lavoura da elevação, somos levados a reconhecer que o servidor do Evangelho
é compelido a sair de si próprio, a fim de beneficiar corações alheios.
É necessário desintegrar o velho cárcere do "ponto de vista" para
nos devotarmos ao serviço do próximo.
Aprendendo a ciência de nos retirarmos da escura cadeia do "eu",
excursionaremos através do grande continente denominado "interesse geral".
E, na infinita extensão dele, encontraremos a "terra das almas", sufocada de
espinheiros, ralada de pobreza, revestida de pedras ou intoxicada de
pântanos, oferecendo-nos a divina oportunidade de agir a benefício de todos.
Foi nesse roteiro que o Divino Semeador pautou o ministério da luz,
iniciando a celeste missão do auxílio entre humildes tratadores de animais e
continuando-a através dos amigos de Nazaré e dos doutores de Jerusalém, dos
fariseus palavrosos e dos pescadores simples, dos justos e dos injustos,
ricos e pobres, doentes do corpo e da alma, velhos e jovens, mulheres e
crianças...
Segundo observamos, o semeador do Céu ausentou-se da grandeza a que
se acolhe e veio até nós, espalhando as claridades da Revelação e
aumentando-nos a visão e o discernimento. Humilhou-se para que nos
exaltássemos e confundiu-se com a sombra a fim de que a nossa luz pudesse
brilhar, embora lhe fosse fácil fazer-se substituído por milhões de
mensageiros, se desejasse.
Afastemo-nos, pois, das nossas inibições e aprendamos com o Cristo a
"sair para semear".


(De "Fonte Viva", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel).

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NUNCA É DEMAIS

“Sede, na oração, perseverantes.”
(Paulo – Romanos – 12:12)

        Diretamente convidado a uma decisão, no tumulto dos conflitos complexos, busque a inspiração superior através da prece.
        Um momento de prece dirime problemas largamente cultivados.
*
        Instado por dificuldade à rebeldia e ao desequilíbrio, faça uma pausa para a prece.
        A prece não apenas aponta rumos quanto tranquiliza interiormente.
        Açodado pelas paixões inferiores e vencido na psicosfera negativa do ambiente em que vive, erga-se à prece edificante.
        A prece não somente sustenta o bom ânimo como também luariza os sentimentos.
        Tombado por falta de apoio e aturdido nos melhores propósitos acalentados, tente o convívio da prece antes de desertar.
        A prece não é só uma ponte que o leva a Deus, porém uma alavanca a impeli-lo para sair do desânimo que o prostra.
*
        Atordoado por informações infelizes e vitupérios; apedrejado por incompreensões indevidas, mergulhe a mente na prece antes do revide.
        A prece não constitui um paliativo exclusivo, sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo.
*
        Examinando o problema imenso que se avulta, aquietado pelas complexas engrenagens das decisões, estugue o passo, faça uma prece.
        A prece tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.
        Concluída a tarefa em que recolheu bênçãos e júbilos, não se esqueça da prece.
        A prece não lhe constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes, tornando-se, também, um telefone para expressar o reconhecimento e a gratidão com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.
*
        Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional.
        Se lhe é justo permitir-se o pessimismo e o desaire, conservando a negação e o dissabor, a prece contituir-lhe-á  bastão de apoio, medicamento reconfortante, pão nutriente porquanto cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.
        Orando, você, naturalmente, haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos.
        Não se deixe vencer pelos que o abordam com ceticismo e preferem a manifestação cínica diante do seu estado de prece e de confiança.
        Uma prece a mais nunca é demais.
                                              
(De “Momentos de Decisão”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Marco Prisco)