sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DEUS NOSSO PAI

A pedra sonha com a sensação de planta.
A árvore aspira o instinto animal.
A fera vislumbra a inteligência.
O selvagem candidata-se à luz da razão.
O homem deseja para si o brilho do anjo.
E o anjo entrevê a celeste escalada de posições que ainda lhe cabe atravessar, no rumo da integração com a Munificência Divina.

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Seres em crescimento, tão distantes da sublimação, quanto o orangotango ainda se encontra longe de nós, na insignificância de nossas aquisições e valores, qualquer definição de Deus nos escapa por insuficiência de percepção e compreensão.
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O verme defrontado pela excelsitude da natureza, jamais conseguirá, em sua condição, penetrar as leis da botânica e a ave pequenina, embora refletindo nas asas tenras o fulgor solar, não pode analisar os fenômenos da luz.
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Entretanto, o verme e a ave atendem às funções que lhes cabem na economia do mundo e evoluem, dia a dia, para mais altos recursos da forma, no caminho do progresso constante.
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Seria temeridade de nossa parte desafiar a Divina Sabedoria com qualquer classificação de seus atributos.
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Espíritos humanos em desenvolvimento, no corpo físico ou fora dele, não podemos trair a posição em que nos situamos, competindo-nos, por agora, não a veleidade de compreender o Plano do Universo, mas sim a obrigação de acatar-lhe os desígnios, abraçando o serviço que a Lei nos reserva no campo de aperfeiçoamento que nos cabe lavrar.
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Ainda assim, se buscamos exata notícia do Criador, adotemos a de Cristo que no-lo revelou na posição de “Nosso Pai”.
Nosso Pai que nos provê de recursos em todas as necessidades e que se acurva amoroso e solícito na proteção para todas as criaturas.
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Nosso Pai que vela pela magnificência dos astros com a mesma ternura com que sustenta a larva no subsolo.
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Em verdade, por agora, nossa inteligência é demasiada estreita par conter qualquer conceituação do Infinito, cabendo-nos, por bênção e honra, o trabalho incessante no bem para libertação e aprimoramento de nossas possibilidades virtuais.
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Pelo coração, no entanto, ser-nos-á possível buscar o exemplo de Jesus e sentir o Supremo Senhor por Nosso Pai de Sabedoria e Misericórdia.
Através do amor, a estrela se comunica com o grão de areia e se a gota do oceano não lhe pode medir a extensão e a grandeza, traz consigo, na intimidade da própria estrutura, o gosto característico do mar.

(De “Canais da Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

VIVAMOS CALMAMENTE

“Que procureis viver sossegados.”
- Paulo. (I Tessalonicenses, 4:11) 


        Viver sossegado não é apodrecer na preguiça.
        Há pessoas, cujo corpo permanece em decúbito dorsal, agasalhadas, contra o frio da dificuldade, por excelentes cobertores da facilidade econômica, mas torturadas mentalmente por indefiníveis aflições.
        Viver calmamente, pois, não é dormir na estagnação.
        A paz decorre da quitação de nossa consciência para com a vida, e o trabalho reside na base de semelhante equilíbrio.
        Se desejamos saúde, é necessário lutar pela harmonia do corpo.
        Se esperamos colheita farta, é indispensável plantar com esforço e defender a lavoura com perseverança e carinho.
        Para garantir a fortaleza do nosso coração, contra o assédio do mal, é imprescindível saibamos viver dentro da serenidade do trabalho fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o bem.
        O progresso dos ímpios e o descanso dos delinqüentes são paradas de introdução à porta do inferno criado por eles mesmos.
        Não queiras, assim, estar sossegado, sem esforço, sem luta, sem trabalho, sem problemas...
        Todavia, consoante a advertência do apóstolo, vivamos calmamente, cumprindo com valor, boa-vontade e espírito de sacrifício, as obrigações edificantes que o mundo nos impõe cada dia, em favor de nós mesmos.

(De “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).