sexta-feira, 7 de outubro de 2011

DIFICULDADES

        É possível hajas despertado para a nova fé, sob enormes dificuldades.
        Guardas, talvez, a impressão de quem se vê defrontado por asfixia num cipoal...
        A primeira atitude, em favor da própria libertação — não te fixares nas crises e nos entraves e sim sair deles honrosamente pela aplicação ao trabalho nobilitante.
        A Divina Sabedoria nos confere o benefício da prova, para que venhamos a superá-la e assimilá-la, em forma de experiência, nunca no objetivo de confundir-nos ou arrojar-nos ao desalento.
        Se te encontras doente, reflete na lição que te é concedida, valendo-te dela para edificar espiritualmente nos irmãos que te assistem e, sob a desculpa de que sofres mais que os outros ou de que tens pouco tempo de vida, não te demandes em excessos ou irritações.
        Se te observas em pauperismo, não incrimines a ninguém pela estado de carência que atravessas, nem te revoltes contra as vantagens que favorecem os outros, mas sim, ergue-te, em espírito, e, quanto possível, esforça-te para que a diligência no desempenho das próprias obrigações te faculte novas perspectivas de reabilitação e progresso.
        Aceita o concurso alheio, que todos nós precisamos do entendimento e do amparo uns dos outros, no entanto, desenvolve os teus próprios recursos.
        Não creia que possas desfrutar, em caráter permanente, de benefícios que não plantaste.
        A luz de um amigo clarear-te-á o caminho, por algum tempo, entretanto, se queres sobrepor-te definitivamente ao domínio da sombra, é forçoso possuas a tua própria lâmpada.
        Obstáculos são desafios renovadores.
        Ouvi-los e aproveitá-los é obrigação que a vida nos atribui.

(De “No portal da Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel)


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MARCADOS

Acerca-te dos vencidos para auxiliar.
Não creias, porém, que eles sejam apenas os companheiros que tombaram na luta e se encontram caídos na estrada, tomados pelo desalento e o pessimismo. Concentra tua atenção e com os olhos do espírito surpreenderás muitos deles ao teu lado, guardando aparência robusta e provocando ruído para esconderem as marcas da infelicidade.
Todavia, é imprescindível amar para ajudar com eficiência.
Alguns são amigos assinalados por desastres e acidentes morais, que o ferrete da Lei Divina atingiu expungindo, recalcados, os pesados débitos...
Outros são irmãos marcados por enfermidades cruéis, que lhes desorganizaram o aparelho digestivo, desviando-lhes o tubo excretor...
Vários são companheiros vitimados por heranças físicas, que os olhos do mundo não alcançam, guardadas em tecidos caros, recuperando o pretérito...
Diversos são os corações solitários, que se reajustam aos impositivos de afeições angustiosas, renovando o panorama da mente enferma...
Outros tantos são espíritos de procedências várias, perturbados por sinais vigorosos que os prostram, no silêncio, aniquilando-lhes a esperança...
Todos eles necessitam de unguento para as marcas dolorosas, que funcionam como corretivos santificantes.
Quando os encontres, não os atormentes mais com indagações desnecessárias, ferindo-lhes as úlceras com estiletes de curiosidade negativa.
Viajores do tempo, nas estações da Terra, possuímos nossos sinais e marcas que nos dilaceram as fibras íntimas.
Antes que desfaleçam esses marcados, podes fazer algo em benefício deles. Mais tarde surgirá um novo dia, oportunidade nova de caminhar e, embora sejas convidado a ajudar, orando, não poderás prever se, de um para outro momento, serás convidado pela Lei a carregar mais vigorosa marca...

(De “Messe de Amor”, de Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)