Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento, Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor, Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio. Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele. -Fénelon, (Bordéus, 1861.)
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo XII. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
PODER E VIDA
A simplicidade do Médium Divino desarticulava a arrogância dos presunçosos, que se atribuíam direitos a privilégios e considerações.
Ele amava o povo, que lhe constituía a razão de haver mergulhado no corpo, a fim de o erguer à Realidade Última.
Este amor era luz e a luz era Ele.
Terminando de espraiar-se em ondas de ternura nos corações ávidos de consolo, Dele se aproximou um triunfador terreno e exorou:
— Que é o poder? Qual o verdadeiro, que projeta o homem na direção da sua plenitude?
Havia um honesto interesse na indagação. Graças a isto, o Libertador respondeu:
“ — O verdadeiro poder é aquele que se irradia em vibrações de paz, irrigando a vida com amor. O que se caracteriza pela suavidade da sua força; que se deixa conduzir por toda parte sem causar preocupação nem temor; que oferece confiança e concede proteção; que está presente e não ostentação; é natural, porque se conhece, resistindo a todas as investidas do mal através da não-violência.
No mundo, o poder corrompe vidas, envenena almas, dilacera sentimentos, entorpece o caráter, macula as virtudes.
Quando atinge, contamina, terminando por vitimar aquele que o utiliza, quase sempre desordenadamente.
Apresenta-se no disfarce da beleza, da fortuna, da sociedade, da política, da cultura vaidosa, da religião temerária.
Com a facilidade que alça ao pináculo da glória, da fama, da dominação, conduz ao corredor sombrio e estreito da loucura, do abandono, do crime e da morte.
O poder humano, considerado e temido, é névoa que o calor do tempo dilui. Consiste em um empréstimo-provação das Soberanas Leis, para ser usado de forma edificante na construção do progresso e na sustentação das vidas.
Os seus usuários, entretanto, raramente utilizam-no com sabedoria, sucumbindo sob a sua tormentosa constrição.
O homem que realmente pode, é aquele que se domina, sem aos outros submeter; que se supera, sem aos demais vencer; que se liberta, a todos oferecendo campo para a própria ventura.
O único poder real é Deus. Transitórios, são todos os demais, que resultam da ilusão de amealhar, de dispor de servidores e áulicos, de soldados e bajuladores, pois que a morte a todos vencerá, igualando-os na horizontal do túmulo.
O poder do Espírito sobre si mesmo, haurido na meditação, na prece, na ação do bem, na auto-eliminação, é o que nunca se perde, nem se decompõe, nem aflige.
O poder moral, este sim, fomenta Vida.”
(De “A UM PASSO DA IMORTALIDADE”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Eros)
Ele amava o povo, que lhe constituía a razão de haver mergulhado no corpo, a fim de o erguer à Realidade Última.
Este amor era luz e a luz era Ele.
Terminando de espraiar-se em ondas de ternura nos corações ávidos de consolo, Dele se aproximou um triunfador terreno e exorou:
— Que é o poder? Qual o verdadeiro, que projeta o homem na direção da sua plenitude?
Havia um honesto interesse na indagação. Graças a isto, o Libertador respondeu:
“ — O verdadeiro poder é aquele que se irradia em vibrações de paz, irrigando a vida com amor. O que se caracteriza pela suavidade da sua força; que se deixa conduzir por toda parte sem causar preocupação nem temor; que oferece confiança e concede proteção; que está presente e não ostentação; é natural, porque se conhece, resistindo a todas as investidas do mal através da não-violência.
No mundo, o poder corrompe vidas, envenena almas, dilacera sentimentos, entorpece o caráter, macula as virtudes.
Quando atinge, contamina, terminando por vitimar aquele que o utiliza, quase sempre desordenadamente.
Apresenta-se no disfarce da beleza, da fortuna, da sociedade, da política, da cultura vaidosa, da religião temerária.
Com a facilidade que alça ao pináculo da glória, da fama, da dominação, conduz ao corredor sombrio e estreito da loucura, do abandono, do crime e da morte.
O poder humano, considerado e temido, é névoa que o calor do tempo dilui. Consiste em um empréstimo-provação das Soberanas Leis, para ser usado de forma edificante na construção do progresso e na sustentação das vidas.
Os seus usuários, entretanto, raramente utilizam-no com sabedoria, sucumbindo sob a sua tormentosa constrição.
O homem que realmente pode, é aquele que se domina, sem aos outros submeter; que se supera, sem aos demais vencer; que se liberta, a todos oferecendo campo para a própria ventura.
O único poder real é Deus. Transitórios, são todos os demais, que resultam da ilusão de amealhar, de dispor de servidores e áulicos, de soldados e bajuladores, pois que a morte a todos vencerá, igualando-os na horizontal do túmulo.
O poder do Espírito sobre si mesmo, haurido na meditação, na prece, na ação do bem, na auto-eliminação, é o que nunca se perde, nem se decompõe, nem aflige.
O poder moral, este sim, fomenta Vida.”
(De “A UM PASSO DA IMORTALIDADE”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Eros)
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