terça-feira, 14 de agosto de 2012

COMEÇA A LUTA


        A luta começa cedo, nas hostes da juventude, e, em muitos casos, as pessoas que a cercam não percebem o que se passa na sua intimidade, principalmente das jovens em crescimento.
        A mulher conserva o resguardo das suas emoções, como apanágio da natureza feminina. São os princípios da moral, que se irradiam na sua personalidade, e somente a mãe é capaz de vislumbrar alguns segredos que as filhas alimentam, na cidade do coração. Às mães, pois, compete ajudar às adolescentes, no campo emocional, de forma que o tempo possa solidificar os seus ideais na sublimidade do Amor.
        O lar é a primeira escola para o enobrecimento das aspirações. Se nesse lar falta harmonia, como buscar onde os filhos possam experimentar e sentir a segurança que devem vivenciar? É nesse sentido que falamos sobre o valor do Culto do Evangelho no lar. Tal valor é extraordinário, no campo da sabedoria espiritual e na educação dos impulsos, traçando meios, mostrando diretrizes capazes de fortalecer a fé revestindo os participantes da certeza do que deve ser buscado para a sua paz interna, combinando a inteligência com o coração, resultando no Amor.
        O Amor tudo pode. Ele é o vencedor de todas as lutas, porque sabe condicionar seus poderes espirituais na flora divina da alma. Eis porque os lares em formação não deveriam esquecer  o Culto do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, expressão do Seu Amor, de sorte a respirar-lhe a atmosfera de luz. Ele é a força renovadora dos pensamentos, ensinando como formar ideias, dando diretrizes superiores às palavras.
        É nesse sentido que falamos aos jovens, oferecendo-lhes o incentivo para começar as lutas, que se estendem por todo o imenso campo da alma.
        Há milhões de anos que o Espírito se empenhou em trabalhar, com muita luta, em prol das conquistas exteriores. Alguns já compreendem que devem tomar outros rumos, não cessando as lidas, mas, modificando-as. Vêem que os inimigos estão mais próximos do que pensavam: eles moram dentro de nós, como instintos inferiores, a torcerem as verdades espirituais, a turvarem as consciências, nas suas mais altas aspirações de Amor. E passam a batalhar consigo mesmos, em busca da verdade, de modo a se tornarem livres, como cidadãos universais.
        Jovens, falamos-te para começares cedo as tuas pelejas, a fim de que não percas a juventude em coisas vãs. Não isoles as tuas faculdades de servir, não alimentes ilusões. Que os teus sentimentos busquem, no quotidiano da vida, a felicidade, pelos processos naturais, que te são inspirados pelas leis divinas.
        Se, por acaso, não encontras no lar a segurança de que falamos e de que precisas, existem outros recursos: na amizade, nos livros bem orientados, na oração e, enfim, na confiança em Deus. Apela para Ele, que Jesus não te deixará sem resposta.
Todos, sem exceção, temos nossos  guias espirituais, mesmo nós, do plano do Espírito. Ser-nos-á dado o que pedimos com sinceridade e que imploramos com dignidade no coração. No entanto, não abandones o lar, quinhão sagrado, que sempre tem algo que se pode aproveitar, na multiplicação dos talentos da vida. Basta saber selecionar, na presença do Amor.
        Jovem! Começa a lutar, desejando o melhor. Ama a teus pais, que o amor verdadeiro é um multiplicador de conceitos elevados e é semente, cujos frutos a vida jamais se esquecerá de devolver a quem semeou.
        Não reclames por teres nascido nesse ou naquele lar. Estás onde o Senhor achou mais conveniente para o teu progresso. Luta aí, buscando o teu aprimoramento e fazendo da vida um cântico de fraternidade. Para os jovens é mais fácil o perdão, a alegria, e mesmo o amor. Esforça-te para essa conquista, que as mãos de Jesus nunca faltarão, em teu favor.
 (Do livro “Chão de Rosas”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ante a calúnia

        É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da leviandade humana.
       Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral.
       Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo, porque também atormentados.
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       Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa.
       Igualmente, não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que te arrojam.
       Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por falta de provas.
       Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu caminho eterno.
       Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar alguém.
       Assim, perdoa o caluniador. Ele não fugirá de si mesmo.
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       Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez.
       Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência.
       Aquele reflexionou, pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja dali as espalhasse ao vento com o máximo cuidado e, após, viesse receber a competente liberação.
       Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou:
       — E agora?
       — Volta lá — respondeu o sacerdote —, recolhe todas as plumas e refaze a almofada.
       A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a amargura do caluniador.
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(De “Episódios Diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)