terça-feira, 4 de setembro de 2012

Quando a compreensão estiver conosco


        Quando a compreensão estiver em nossos olhos, fixaremos na cicatriz do próximo a dificuldade respeitável de um irmão.
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        Quando a compreensão morar em nossos ouvidos, receberemos a injúria e a maldade, nelas sentindo o incêndio e o infortúnio que ainda lavram no espírito daqueles que nos observam, sem exato conhecimento.
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        Quando a compreensão se nos aninhar no próprio verbo, o falso julgamento surgirá, junto de nós, por enfermidade lamentável, de quem nos procura, e saberemos fazer o silêncio bendito com que se possa, tanto quanto possível, impedir a extensão do mal.
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        Quando a compreensão se nos associar ao raciocínio, identificaremos nos pensamentos infelizes a deplorável visitação da sombra, diante da qual acenderemos a luz da fé para a justa resistência.
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        Quando a compreensão clarear-nos o sentimento, a rigidez espiritual jamais encontrará guarida em nós outros, porque o calor da benevolência irradiar-se-nos-á do espírito, estimulando a alegria dos bons e reduzindo a infelicidade dos companheiros que ainda se confiam à ignorância.
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        Quando a compreensão brilhar em nossas mãos, a preguiça não nos congelará a boa vontade e aproveitaremos as mínimas oportunidades do caminho para as tarefas do amor que o Mestre nos legou.
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        “Bem-aventurados os limpos de coração!” — proclamou o Excelso Amigo.
        Sim, bem-aventurados os que esposam o bem para sempre, porque semelhantes trabalhadores da luz sabem converter a treva em claridade, os espinhos em flores, as pedras em pães e a própria derrota em vitória, criando invariavelmente o Céu onde se encontram e apagando os variados infernos que a ignorância inflama na Terra para tormento da vida.

(De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

DIA-A-DIA


                 Nas curtas viagens do dia-a-dia, todos nós encontramos o próximo, para cuja dificuldade somos o próximo mais próximo.
        Imaginemo-nos, assim, numa excursão de cem passos que nos transporte do lar à rua. Não longe, passa um homem que não conseguimos, de imediato, reconhecer.
        “Quem será?” — perguntamos em pensamento.
        E a Lei de Amor no-lo aponta como alguém que precisa de algo:
        se vive em penúria, espera socorro;
        se abastado, solicita assistência moral, de maneira a empregar, com justiça, as sobras de que dispõe;
        se aflito, pede consolo;
        se alegre, reclama apreço fraterno, para manter-se ajustado à ponderação;
        se é companheiro, aguarda concurso amigo;
        se é adversário, exige respeito;
        se benfeitor, requer cooperação;
        se malfeitor, demanda piedade;
        se doente, requisita remédio;
        se é dono de razoável saúde, precisa de apoio a fim de que a preserve;
        se ignorante, roga amparo educativo;
        se culto, reivindica estímulo ao trabalho, para desentranhar, a benefício dos semelhantes, os tesouros que acumula na inteligência;
        se é bom, não prescinde de auxílio para fazer-se melhor;
        se é menos bom, espera compaixão, que o integre na divindade da vida.
        Ante o ensino de Jesus, pelo samaritano da caridade, poderemos facilmente entender que os outros necessitam de nós, tanto quanto necessitamos dos outros. E, para atender às nossas obrigações, no socorro mútuo, comecemos, à frente de qualquer um, pelo exercício espontâneo da compreensão e da simpatia.

Emmanuel
(De “Caminho Espírita” de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)