sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ENQUANTO BRILHA O AGORA


             Atendei, enquanto é hoje, aos enigmas que vos torturam a mente.
            Enquanto a Lei vos faculta a bênção do agora, extirpai do campo de vossa vida os vermes da inimizade, os pântanos da preguiça, os espinheiros do ódio, a venenosa erva do egoísmo e o pedregulho da indiferença, cultivando, com a segurança possível, a lavoura da educação, as árvores do serviço, as flores da simpatia e os frutos da caridade.
            Enquanto os talentos do mundo vos favorecem, fazei o melhor que puderdes, porque, provavelmente, amanhã... Quem sabe?
            Amanhã, talvez, os problemas aparecerão mais aflitivos.
            Os dias modificados...
            As oportunidades perdidas...
            As provas imprevistas...
            Os ouvidos inertes...
            Os olhos em plena sombra...
            A língua muda...
            As mãos mirradas...
            Os pés sem movimento...
            A cabeça incapaz...
            A carência de tempo...
            A visita da enfermidade...
            A mensagem da morte...
            Despertai as energias mais profundas, enquanto permaneceis nas linhas da experiência física, entesourando o conhecimento e o mérito através do estudo e da ação que vos nobilitem as horas, porque, possivelmente, amanhã, as questões surgirão mais complexas.
            Não nos esqueçamos de que os princípios de correspondência funcionam exatos.
            Sementeira do bem — colheita de felicidade.
            Dever irrepreensivelmente cumprido — ascensão aberta.
            Trabalho ativo — progresso seguro.
            Cooperação espontânea — auxílio pronto.
            Busquemos o melhor para que o melhor nos procure.
            Tendes convosco o solo precioso fecundado pela chuva de bênçãos. Utilizemo-lo, assim, na preparação do grande futuro, recordando a advertência do nosso Divino Mestre: — “Avançai, valorosos, enquanto tendes luz.”
Emmanuel

(De “Vozes do Grande Além”, de Francisco Cândido Xavier – Diversos Espíritos)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Entendimento


O cultivador do campo não prescinde do arado com que sulcará o corpo da gleba.
O estatuário recorrerá ao buril para afeiçoar o mármore à idéia criadora que lhe inflama a cabeça.
A criatura interessada na produção de reflexos mentais protetores de sua senda não dispensará o entendimento por alicerce do
trabalho renovador.
Entendimento que simbolize fraternidade operante.
Simpatia que se converta em fulcro de força atrativa, exteriorizando-nos a melhor parte, para que a melhor parte dos outros se
exteriorize ao nosso encontro.
Todos somos compulsoriamente envolvidos na onda mental que emitimos de nós, em regime de circuito natural.
Categorizamo-nos bons ou maus, conforme o uso de nossos sentimentos e pensamentos, que, no fundo, constituem cargas de
energia eletromagnética, com as quais ferimos ou acalentamos, ajudamos ou prejudicamos, vitalizamos ou destruímos, e que
voltam, invariavelmente, a nós mesmos, impregnadas dos recursos felizes ou infelizes com que lhes marcamos a rota.
Quando coléricos e irritadiços, agressivos e ásperos para com os outros, criamos, por atividade reflexa, o desalento e a intemperança,
a crueldade e a secura para nós mesmos e, quando generosos e compreensivos, prestimosos e úteis para com aqueles que
nos cercam, criamos, conseqüentemente, a alegria e a tranqüilidade, a segurança e o bom ânimo para nós próprios.
Responde-nos a vida em todas as coisas e em todas as criaturas, segundo a natureza de nosso chamamento.
Até o ingresso na Consciência Cósmica, todos os seres se distinguem pela face de luz com que se alteiam para os cimos da
evolução e pela face de sombra pela qual ainda sofrem a influência da retaguarda.
A própria posição vulgar do homem na Terra vale por símbolo dessa condição específica. Por cima o fulgor pleno do Sol, por
baixo a escuridade do abismo.
Todos recolhemos do Pai Celeste os estímulos ao futuro e todos padecemos os reflexos do passado a se nos projetarem sobre a
existência.
Desatando, assim, as algemas do mal que nós mesmos forjamos em detrimento de nossas almas, há que buscar o bem, senti-lo,
mentalizá-lo e plasmá-lo com todos os potenciais de realização ao nosso alcance.
Para começar, precisaremos separar o criminoso da criminalidade, como o lavrador que estabelece diferença entre o verme e a
plantação, para abolir o domínio do primeiro e enriquecer a utilidade da segunda. E assim como o trabalhador rural extingue a
praga, salvando a lavoura, é necessário que o nosso entendimento improvise meios de auxiliar o companheiro que caiu sob o guante
da delinqüência, sem alentá-la.
Apequenar-se para ajudar, sem perder altura, é assegurar a melhoria de todos, acentuando a própria sublimação.
Entretanto, só o culto infatigável do entendimento pode garantir-nos o equilíbrio indispensável no serviço de autoburilamento
em que devemos empenhar os nossos melhores sonhos, de vez que apenas o amor puro é capaz de criar em nossa
mente a energia da luz divina, a expandir-se de nós em reflexos de protetora renovação.

Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel