sexta-feira, 8 de março de 2013

FILHOS DA LUZ



          Estais encarnados na Terra em momento crucial da evolução humana.
          Nunca, qual ocorre hoje, o choque entre as conquistas e as realizações do intelecto fez-se tão vigoroso.
          A horizontal nas realizações científicas promoveu a cultura e a civilização, mas a vertical do amor não arrancou o ser do báratro no qual se debate em agonia.
          Volvestes ao proscênio das lutas humanas incendiados pela fé, que momentaneamente bruxuleia em razão da densa treva que tudo envolve e quase tudo invade.
          Tendes a honra de conhecer, pela experiência e pela razão, a mensagem libertadora do amor conforme a viveram Jesus e os seus apóstolos. Não obstante, permaneceis irresolutos ante as atitudes a tomar, os caminhos a percorrer, as definições a assumir.
          Não postergueis em demasia o momento da vossa plenitude, ensejando aos irmãos da retaguarda o pão de luz do Evangelho restaurado.
          Vivei de tal forma, lúcidos e equilibrados, que a vossa existência se transforme em modelo para os que ainda não encontraram parâmetros a seguir, já que estamos distantes do Cristo, o Modelo de todos nós.
          Não relacioneis queixas, nem reclamações, anotando pequenezes e guardando ressaibos tão naturais na luta do cotidiano.
          Quem se detém a recolher calhaus, permanece de mãos feridas, e quem vive a buscar espículos encontra-os antes de defrontar as rosas...
          Filhos da Luz: convido-vos a mudardes as paisagens tristes do planeta de tantas belezas, para que a verdadeira moral do Cristo predomine nos corações.
          Conheceis Jesus, sabeis da Sua instrução, anotastes as Suas recomendações. Agora, falta a decisão para seguirdes acompanhados e inspirados por nós, vossos amigos desde há muito.
          Sigamos juntos, na certeza de que alcançaremos a montanha da sublimação, longe da dor e das aflições, livres dos tormentos e das amarguras típicas da indecisão...
          A Luz Eterna brilha.
          Sois filhos da Luz!
          Segui adiante, sem tergiversações, sem dubiedades, como fez o incomparável Mestre.
                                       Joanna de Ângelis
Mensagem recebida por psicofonia, pelo médium Divaldo Pereira Franco, após uma conferência em Olhão, Portugal, no Centro Espírita Luz Eterna, dia 25 de maio de 1994.
(Do livro “Sob a proteção de Deus”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)

quinta-feira, 7 de março de 2013

 HOJE É O DIA
 
Ainda que te encontres inteiramente penhorado à justiça, à face dos débitos em que te resvalaste até ontem, lembra-te de que o Amor infinito do Pai Celestial te concede a bênção do “hoje” para que possas solver e renovar.
O penitenciário na grade que o exclui do convívio doméstico pode, por seu comportamento, gerar a compaixão e a simpatia daqueles que o observam, caminhando com mais segurança no retorno à própria libertação.
O enfermo algemado ao catre do infortúnio, pelo respeito com que recebe os desígnios divinos, pode amealhar preciosos valores em auxílio e cooperação, em favor da própria tranqüilidade.
E ambos, o prisioneiro e o doente, no esforço de reconquista, pela nobreza com que recolhem as dores das próprias culpas, estendem a outras almas os benefícios que já entesouram.
Recorda assim, que o dia de melhorar é este mesmo em que nos achamos, uns à frente dos outros, respirando o mesmo clima de regeneração e de luta.
Nem ontem, nem amanhã, mas agora...
Agora é o momento de levantar os caídos e os tristes, e de amparar os que padecem o frio da adversidade e a tortura da expiação...
Agora, é o instante de revelar paciência com os que se tresmalham no erro, de cultivar humildade à frente do orgulho e devotamento fraternal diante da insensatez...
Ainda que tudo te pareça na atualidade terrestre, sombra e derrota, cadeia e desalento, ergue a Deus o teu coração em forma de prece e roga-lhe forças para fazer luz e confiança onde a treva e o desespero dominam, porque se ontem foi o tempo de nossa morte na queda, hoje é o dia de nossa abençoada ressurreição.
 
(Obra: Indulgência - Chico Xavier/Emmanuel)