sexta-feira, 29 de março de 2013

O AMIGO SUBLIME




        É sempre o amigo sublime.
        Educa sem ferir-nos.
        Diverte, edificando-nos o caráter.
        Revela-nos o passado e prepara-nos, diante do porvir.
        Repete-nos o que Sócrates ensinou nas praças de Atenas.
        Descobre-nos ao olhar maravilhado as civilizações que passaram. O Egito resplandecente dos faraós, a Grécia dos filósofos
e artistas, a Jerusalém dos hebreus, desfilam ante a nossa imaginação, ao seu toque espiritual.
        Conta-nos o que realizou Moisés, o grande legislador.
        Lembra-nos a palavra de Platão e Aristóteles.
        Junto dele, aprendemos quanto sofreram nossos antepassados, na conquista do bem-estar de que gozamos presentemente.
        Descreve-nos a inutilidade das guerras nascidas do ódio que devastaram o mundo. Aconselha-nos quanto a sementeira
de tranquilidade e alegria. Ajuda-nos no entendimento de nós mesmos e na compreensão de nossos vizinhos. Dá-nos coragem
para o trabalho, e humildade no caminho da experiência.
        Sem ele, perderíamos as mais belas notícias de nossos avós e a obra da vida não alcançaria a necessária significação;
passaríamos na Terra, em pleno desconhecimento uns dos outros, e a lição preciosa dos homens mais velhos não chegaria
aos ouvidos dos mais novos; a religião e a ciência provavelmente não surgiriam à luz da realidade; os mais elevados ideais do
espírito humano morreriam sem eco; a indústria, o comércio e a navegação não possuiriam pontos de apoio.
        É o traço de união, entre os que ensinam e aprendem, entre os milênios que já se foram e o dia que vivemos agora.
        É, ainda, a esse amigo abençoado que devemos a coleção de notícias e ensinamentos de Jesus, que renovam a Terra para o Reino Divino.
        Esse inesquecível benfeitor do mundo é o livro edificante. Por isto, não nos esqueçamos
de que todo livro consagrado ao bem é um companheiro iluminado de nossa vida,
merecendo a estima e o respeito universal.

(De “Alvorada Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Néio Lúcio).

quarta-feira, 27 de março de 2013

FELICIDADE E DEVER


       A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil:

        Há quem a busque nos mitos do ouro, retendo as belas faculdades da alma na fossa da usura;
       Há quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade;
       Há quem a procure na exaltação do poder terrestre, resvalando para a dor e desilusão;
       Há quem a procure na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.
       Não há felicidade, porém, sem dever cumprido.
       Observa o dever de que a vida te incumbe.
       Vê-lo-ás sempre no quadro das circunstâncias.
       Na fé que te pede serviço.
       No serviço que te roga compreensão.
       No ideal que te pede caráter.
       No caráter que te roga firmeza.
       No exemplo que te pede disciplina.
       Na disciplina que te roga humildade.
       No lar que te pede renúncia.
       Na renúncia que te roga perseverança.
       No caminho que te pede cooperação.
       Na cooperação que te roga discernimento.
    .Emmanuel / Médium Chico Xavier
    Livro: Religião dos Espíritos