Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.
Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.
Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.
Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.
Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.
É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.
Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.
Divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinqüência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.
Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.
(Obra: Na Era do Espírito - Chico Xavier/Emmanuel)
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O Valor de uma mãe
Você um dia sonhou comigo...
E me amou antes que eu existisse.
Você se alegrou
Com a minha chegada ao mundo,
Como alguém que recebe um lindo presente.
Você me acolheu, me alimentou, me educou.
Você acompanhou meu crescimento...
E curtiu comigo a vida no dia-a-dia.
Mãe, você é muito gente:
Acredita no bem, na lealdade, na amizade.
Você é um exemplo de fé e esperança
E me dá muita força e coragem para vencer na vida.
Seus gestos de bondade, sua prontidão em perdoar,
Sua atitude sempre amável,
Enche minha vida de gratidão por você.
Mãe... palavra sublime
Mulher em forma de flor
Cuja bondade se exprime
Em doses de puro amor.
Mãe... é ternura e emoção
Seja no céu ou na terra
É a mais suave expressão
Do amor que nunca encerra.
Mãe... seja jovem ou idosa
Na alegria ou na dor
Tu és a mais bela rosa
Do reino de Nosso Senhor.
Mãe
É mais que uma pessoa...
É uma existência beneficiadora.
Mãe é alguém capaz de libertar-se de si mesma, de abrir mão de suas posses... de sair do centro das cenas da vida... somente para dar lugar ao filho.
Mãe, um exemplo pessoal de renúncia... Pois sabe isso de experiência própria...
Mãe, um ser impossível de clonar... Pois tudo que a clonagem consegue é reproduzir suas faces e seus gestos de mulher.
Sua maneira genérica de existir...
Mãe não é copiativa... Pois não se clona amor...
Não se clona altruísmo, renúncia...
Não se clona esperança, alegria...
Não se clona valores éticos e espirituais, que fazem do homem um ser capaz de conhecer a verdade, amar a Deus e buscar a vida eterna.
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