terça-feira, 21 de maio de 2013

ANOTAÇÕES DA ESPERANÇA



         Se caíste em algum obstáculo, ergue-te e anda.
       Ninguém toma forma no corpo físico para estações de repouso.
       Todos somos no mundo ou no Mais Além devidamente chamados a colaborar na vitória do Bem. E o Bem aos outros será sempre a garantia de nosso próprio Bem.
       Se dificuldades repontam da estrada, não te omitas. Trabalha para extingui-las.
       Segue adiante, reconhecendo que nos cabe a todos desenvolver o esforço máximo para que, junto de nós ou longe de nós se realize o melhor.
       Não pares.
       A estagnação é ponto obscuro em que os mais substanciosos valores se corrompem.
       Não recorras à ideia de fatalidade para justificar o mal, porquanto o Bem de todos triunfará sempre.
       Os únicos derrotados no movimento criativo da vida são aqueles que atravessam a existência, perguntando o porquê das ocorrências e das cousas sem se darem ao trabalho de conhecer-lhes a origem; aqueles que descreram de Deus e de si mesmos, apagando-se no vazio do “nada mais a fazer”; aqueles que choram inutilmente as provações necessárias; aqueles que fogem dos problemas da vida, temendo-lhes as complicações; aqueles que se acreditam incapazes de errar e aqueles outros que, em se observando caídos, nessa ou naquela falta, não sentem a precisa coragem do “começar de novo”.
       Não estaciones.
       Em favor de todas as criaturas, estejam como estejam, Deus criou o apoio do trabalho e a bênção da esperança.

(De “Alma e Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DIANTE DA TEMPESTADE


Diz-nos a mensagem de Allan Kardec que os espíritos são trabalhadores chamados à renovação da vida terrestre diante da tempestade...
       Tempestade moral que, carreando as nuvens das revoluções libertárias do pensamento, no século que passou, hoje vertem sobre a nossa cabeça aflições e problemas que angustiam a existência da civilização e dos povos...
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       Em razão disso, a nossa orientação jaz definida, conclamando-nos ao trabalho, de vez que numa casa vergastada pela tormenta, não se improvisará discussão estéril, mas sim o verbo sadio que reconforte e restaure; não se erguerão martelos da destruição, mas sim os braços da fraternidade e do auxílio; não se derramará o veneno da crítica, mas sim o bálsamo da esperança; e, ao invés de fazer-se treva, com as sombras acumuladas da lamentação e da discórdia, inflamar-se-á sobre todos a luz da união e do entendimento para que se conjugue o verbo reconstruir.
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       Avancemos, pois, à frente, respeitando-nos uns aos outros, estendendo, onde formos, a claridade do bem, seja plantando sempre a palavra do amor e plasmando no exemplo a nossa própria fé, porque, em verdade, todos fomos assim, chamados para servir sem tréguas, na comunhão do Cristo, o Mestre da Verdade e Excelso Servidor.

(De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel