segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jesus Conosco


Vivemos um momento muito especial na história sócio-psicológica e espiritual da Terra. Diversas religiões,
filosofias e ciências são unânimes nesta afirmação.
Entre os missionários que já estiveram no planeta, ninguém se Lhe igualou, jamais alguém como Ele.
Em todos os tempos, Jesus é o amigo incomparável e o irmão afetuoso. Quando prometeu o paracleto, disse que este nos faria recordar as Suas palavras. O ato de recordar presume esquecimento delas, e, consequente e involuntariamente, o distanciamento de quem as pronunciou.
As vivências na Palestina distante, inesquecíveis para a humanidade, testemunharam para os que viemos
depois, a saga mais bela e os episódios mais marcantes de todos os séculos.
As excursões de Jesus com os seus discípulos, descritas pelos evangelistas, transportam-nos para aqueles
recantos bucólicos e poéticos de então: Cafarnaum, Tiberíades, Magdala, o lago de Genesaré, Gadara, Jerusalém, Betânia, Emaús, Caná e muitas outras.
Hoje, absorvidos por necessidades irreais e transitórias, repletos de ansiedades e conflitos a serem
equacionados e vencidos, carecemos de relembrá-Lo, conviver com Ele, retomando o contacto há muito perdido.
A Sua presença, nos lares e nos ambientes de trabalho, no campo e na cidade, na metrópole ou na vila,
irá alterar os padrões gerais, transformando a paisagem tumultuada em cenários de beleza e harmonia.
Conviver com Ele consola e ameniza, emula e soergue, bastando que Lhe abramos espaço no coração, sem
restrições, sem presunções ou orgulho de superioridade e infalibilidade.
Joanna de Ângelis, no livro Fonte de Luz, assevera: “Faz-se urgente o retorno de Jesus à família. Somente a Sua presença no lar pode oferecer segurança e equilíbrio para todos...” E Ele apresentar-se-á sempre, próximo, bem próximo, perguntando-nos baixinho: “— Aqui estou, que queres de mim”? Então, entregar-nos-emos a Ele, inermes, em regime total e definitivo.
Portanto, distinto(a) amigo(a), o que fazemos aqui é relembrar Jesus com simplicidade, trazê-Lo para perto de ti, através de algumas de Suas histórias, fatos e parábolas, de maneira que permaneça contigo a Sua mensagem e o Seu exemplo. Ofertamos-te, assim, estas emoções, esperando poder despertá-Lo em ti, a fim de que vivas as tuas próprias sensibilidades, descobrindo-te amá-Lo... Com votos de paz e muitas alegrias no convívio com Ele.

Públio Carísio de Paula

sábado, 14 de setembro de 2013

Buda - Sobre o respeito a todas as religiões


Certa vez, Gautama Buda visitou uma pequena vila chamada Kesaputra, no reino de Kosala, cujos habitantes se chamavam Kalamas. Eles fizeram a seguinte pergunta ao Buda:
"Senhor, alguns anacoretas e brâmanes que passaram por nossa vila divulgaram e exaltaram suas próprias doutrinas e condenaram e desprezaram as doutrinas dos outros. Depois, passaram outros que também, por sua vez, divulgaram e exaltaram as suas doutrinas e também condenaram e desprezaram as doutrinas dos outros. Mas nós, Senhor, estamos sempre em dúvida e perplexos, sem saber qual desses veneráveis expôs a verdade e qual deles mentiu."
Então o Buda respondeu:
"Sim, é justa a dúvida que sentis, pois ela se originou de um assunto duvidoso. Agora prestem atenção: não vos deixeis guiar pelas palavras dos outros, nem por tradições existentes, nem por rumores. Não vos deixeis guiar pela autoridade dos textos religiosos, nem por simples lógica ou dedução, nem por aparências, nem pelo prazer da especulação sobre opiniões, nem por verossimilhanças possíveis, nem por simples impressão ou pela idéia: ‘Ele é nosso mestre'. Mas, Kalamas, desde que souberdes e sentirdes, por vós mesmos, que certas coisas são desfavoráveis, falsas e ruins, então renunciai a elas.., e quando souberdes e sentirdes, por vós mesmos, que certas coisas são favoráveis e boas, então deveis aceitá-las e segui-las."
Respondendo aos bhikkhus2 (monges) disse:
"Um discípulo deve examinar a questão mesmo quando o Tathagata (o próprio Buda) a propõe, pois o discípulo deve estar inteiramente convencido do valor real do seu ensinamento - Não acreditem no que o mestre diz simplesmente por respeito à personalidade dele." (Anguttara-Nikaya III, 65)
Asoka, imperador da Índia no III século a. C., seguindo o nobre exemplo de tolerância e compreensão de Gautama Buda, honrou e sustentou todas as religiões do seu vasto império. Hoje ainda é legível a inscrição original de um de seus editos gravados na rocha:
"Não devemos honrar somente nossa religião, condenando as outras; devemos acima de tudo respeitar todas as crenças, pois sempre há algo a ser apreciado por esta ou aquela razão. Agindo desta forma, glorificamos nossa própria crença e prestamos serviço às demais. De outro modo, prejudicamos a nossa própria religião e fazemos mal à dos outros. Por conseguinte, que todos escutem e estejam dispostos a não se fecharem às doutrinas professadas pelos demais."
Esse espírito de mútua compreensão deveria ser aplicado não somente em matéria de doutrina religiosa, mas também em assuntos nacionais, políticos, sociais e econômicos.
O Budismo se apresenta sob a forma de um sistema psicológico, moral e filosófico baseado na raiz dos fatos, que podem ser testados e verificados pela experiência pessoal, pois é racional e prático, isento de doutrinas esotéricas (ocultas).
O espírito de tolerância e compreensão foi sempre um dos ideais da cultura e civilização budista. A seu crédito deve ser dito que, durante um período pacífico de 2 500 anos, nenhuma gota de sangue foi derramada em nome do Budismo e nenhuma conversão jamais foi feita quer pela força, ou por qualquer outro método de repressão.