segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Calma


Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar;

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior;

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante;

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática junto de outros amigos;

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdicio de tempo;

Se contrariedades aparecerem, o ato de esbravejar afastará de você o concenso espontâneo;

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta para faltas maiores;

Se você não atingiu o que desejara, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando porque em todo problema a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço para soluções.

domingo, 2 de agosto de 2015

QUANDO O TÉDIO APAREÇA


Quando o desalento te ameace o caminho, pensa nos outros, naqueles que não dispõem de tempo para qualquer entrevista com o tédio.

Se te acreditar amargurando lições demasiado severas no educandário da vida, frequenta, de quando em quando, a escola das grandes provações, onde os aprendizes se acomodam na carteira das lágrimas. Muitos jazem na rua, estendendo mãos fatigadas aos que passam com pressa... Em maioria, são doentes que a onda renovadora do grupo social atirou à praia da assistência pública ou mães aflitas a quem as exigências de filhos pequeninos ainda não permitem a liberalidade de uma profissão...

Provavelmente, alguém dirá que entre eles se encontram oportunistas e malfeitores que se fantasiam de enfermos para te assaltarem a bolsa em nome da piedade. Compreendemos semelhante alegação e justificamo-la, porque o mal existe sempre onde lhe queiramos destacar a presença e, conquanto te roguemos o benefício da prece, em favor dos que agem assim, mais por ignorância que por maldade, apelamos para que consultes ainda aquelas outras salas de aula que se enfileiram no recinto dos hospitais e nos albergues esquecidos. Acompanha os estudos daqueles cujo corpo se carrega de feridas dolorosas para agradeceres a pele sadia que te veste a figura ou segue a cartilha de agoniadas emoções dos que se recolhem nos manicômios, sorvendo angústia e desespero nos resvaladouros da loucura ou da obsessão, a fim de valorizares o cérebro tranquilo que te coroa a existência... Visita os asilos que resguardam a sucata do sofrimento humano e observa as disciplinas dos que foram entregues às meditações da penúria, para quem um simples sanduíche é um brinde raro e partilha os exercícios de saudade e de dor dos que foram abandonados pelos entes que mais amam, a fim de abençoares o pão de tua casa e os afetos que te enriquecem os dias.

Quando o tédio te procure, vai à escola da caridade... Ela te acordará para as alegrias puras do bem e te fará luz no coração, livrando-te das trevas que costumam descer sobre as horas vazias



Obra: Coragem - Chico Xavier/Emmanuel