terça-feira, 21 de junho de 2016

Amas o bastante? (Chico Xavier)



“Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?”
(João, cap. 21, v. 17)
Aos aprendizes menos avisados é estranhável que Jesus houvesse indagado do apóstolo, por três vezes, quanto à segurança de seu amor. O próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação repetida, entristecera-se, supondo que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.
Contudo, o ensinamento é mais profundo.
Naquele instante, confiava-lhe Jesus o ministério da cooperação nos serviços redentores. O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados do mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna.
Muito significativa, portanto, a pergunta do Senhor nesse particular.
Jesus não pede informação ao discípulo, com respeito aos raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, relativamente a Ele, não reclama compromisso formal.
Pretende saber apenas se Pedro o ama, deixando perceber que, com o amor, as demais dificuldades se resolvem.
Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.
É imperioso, desse modo, reconhecer que as tuas conquistas intelectuais valem muito, que tuas indagações são louváveis, mas em verdade somente serás efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiveres amor.
Emmanuel
(Caminho, Verdade e Vida, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Criança (Chico Xavier)


Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo de Deus é necessário auxiliar a criança.

Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar
a criança.

Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as
calamidades da delinqüência, é preciso proteger a criança.

Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira
fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.

Entretanto, convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via-de-regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância.
E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina pelo conforto excessivo.

Urge, pois, não amparar a criança, mas educar a criança e induzi-la ao esforço de construção
do Mundo Melhor.

Batuíra
por Francisco Cândido Xavier
da obra Despertador - Junho/Julho de 1976.