terça-feira, 5 de julho de 2016

Durante uma batalha, há Espíritos assistindo aos combates e amparando cada um dos exércitos?


Não falo do acolhimento submisso e conformista, mas do tipo que se aquieta, aprende e cresce.
A maior parte da energia que gastamos diante da crise não ajuda, mas tem a ver com angústia, insatisfação, auto piedade, revolta , questionamentos; o que só piora a situação.
Diante do dia mau, acolha o problema, entenda-o, olhe para as raízes dele sabendo que nada acontece por acaso
Isso tem a ver com confiança.
É olhar para o que te angustia e dizer :“Não gostaria de estar passando por isso, nem sei a razão, mas já que estou, não vou lamentar, pelo contrário, vou me aquietar entendendo que aqui pode existir uma lição e atento ao problema, porém sem reclamar, aprender, consciente de que o dia mau terminá”.
E vai terminar.
Afinal de contas, no caminho para dias melhores, mais do que lamentos, autopiedade ou inquietudes, vale a esperança de quem anda sabendo que até no dia mau podem se esconder presentes.
É assim que crescemos. -

Autor: Flavio Siqueira

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Concede-nos, ó meu Deus, a força para apagar em nossa alma todo o ressentimento, todo o ódio e todo o rancor.


Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras.

Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa?

Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda com um desejo de vingança no coração. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes. (Cap. X.)

Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!” Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4.) Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso.

Autor: FEB - Federação Espírita Brasileira