segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Essa história vai fazer você parar de querer culpar os outros pelos seus problemas


Havia um jovem de 22 anos que tinha diversos problemas. Ele era tímido, tinha dificuldade de relacionamentos e vivia com medo de tudo. Era filho de pais separados, que decidiram se divorciar quando o jovem tinha 4 anos de idade.

Mas havia um problema… Toda vez que a mãe lembrava o filho da importância dele tomar uma atitude e se libertar desses infortúnios, o jovem sempre colocava a culpa em seu pai. Ele dizia que, em sua infância, seu pai o havia traumatizado, pois sempre repetia que ele não prestava; que ele era incapaz, que os outros garotos eram melhores que ele, dentre outros absurdos.

A mãe concordava com o rapaz que seu pai era uma pessoa difícil, mas enfatizava sempre a necessidade do filho se libertar destes traumas e seguir em frente com sua vida. Mas o filho se recusava alegando que os traumas estavam muito arraigados dentro dele, e que a culpa era toda de seu pai. Esse discurso do jovem já se perpetuara por anos e anos, sempre colocando a responsabilidade de seus bloqueios em seu pai.

Certo dia, o filho estava dirigindo o carro e a mãe estava no banco ao lado. O jovem estava mais uma vez insistindo na ideia de que o seu pai era o culpado por todas as travas de relacionamento e medos que ele carregava na vida. De repente, alguém jogou uma pedra que caiu dentro do carro, pois o vidro do veículo estava aberto, e quase acertou sua mãe. Ambos tomaram um susto, mas nenhum prejuízo sofreram. A pedra ficou no chão próximo dos pés da mãe.

O filho, dirigindo, pediu que a mãe jogasse a pedra para fora do carro. A mãe disse que não conseguia fazer isso. O filho, surpreso, perguntou por que ela não conseguia jogar a pedra para fora do carro. A mãe disse:

– A culpa é de quem jogou a pedra, e eu fiquei traumatizada com essa situação. Agora estou imóvel e não consigo jogar a pedra para fora.

O filho não entendeu o motivo de mãe não conseguir jogar a pedra fora, pois bastava se inclinar, pegar a pedra e tira-la do carro. O filho disse que não estava entendendo e pediu para a mãe explicar. A mãe respondeu:

– Isso lhe parece absurdo, mas é exatamente o que você faz. Você joga a culpa no outro de ter jogado a pedra em seu carro. Mas não importa se alguém jogou a pedra, quem mantém a pedra ou qualquer coisa que jogarem dentro do veículo somos nós mesmos. Não podemos agora mesmo retirar a pedra atirada? Da mesma forma, uma pessoa não precisa ficar com o lixo emocional que outra jogou nela, basta retirar o peso desse lixo e seguir em frente. Não podemos evitar que outros taquem pedras em nosso carro ou em nossa vida, mas podemos nos desfazer de todas as pedras que nos jogaram.

O rapaz havia compreendido a fala da mãe. A mãe completou:

– Portanto, nunca esqueça disso: o que o outro faz com você é de responsabilidade dele. Você manter isso dentro de você é responsabilidade sua.

Autor: Hugo Lapa

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CAUSAS ESPIRITUAIS DO ARREPIO - VISÃO ESPÍRITA


A pele ou tegumento externo cobre todo o corpo, exceto nos orifícios naturais, onde continua nas mucosas. Constitui-se de epiderme, por fora, e do cório, logo abaixo.

Interessa-nos a parte do órgão do tato, que é servido Por numerosíssimas terminações nervosas, em bulbos sob o derma (os corpúsculos de Passini, os de Krause, e os de Ruffini), os que terminam livremente (corpúsculos de Meissner) e as terminações nervosas da epiderme, que ficam na capa mucosa de Malpighi.

Interessam, também, a nosso estudo, os pelos, que são formações epidérmicas, implantados em depressões cilíndricas do derma (“folículos pilosos”). A cada um deles está ligado pequeno músculo, o arrector pili (“eriçador do pelo”) esse músculo passa, da parte superficial do cório para o lado para o qual se inclina obliquamente o pelo, prendendo-se próximo ao folículo, na projeção formada pela raiz do pelo. Se o músculo for contraído pelo nervo a que está ligado, o pelo fica eriçado e o folículo se projeta para fora, causando leve proeminência temporária na superfície da pele, a que o povo chama “pele de galinha” (cútis anserina).

O órgão do tato tem bastante atuação no setor da sensibilidade mediúnica.

Vejamos alguns efeitos:

SENSIBILIDADE ARREPIOS

1) Quando de um médium de suficiente sensibilidade se aproxima um espírito desencarnado (e por vezes mesmo uma criatura encarnada que não tenha sido percebida por seus sentidos) a aura do espírito toca na aura do médium e os nervos cutâneos são atingidos e sensibilizados. Dá-se então pequeno (ou forte) choque nervoso, que faz que se contraiam os arrectores pilorum, eriçando-se os pelos, e a pele fica arrepiada.

2) Quando o médium percebe a aproximação de uma entidade, pode distinguir se se trata de alguém com elevação espiritual e bons sentimentos, se houver contacto com excitação dos bulbos de Krause (sensação de frescor ou frio, como “ar condicionado); ou se o espírito é involuído e de más intenções, pois neste caso são atingidos os bulbos terminais e os corpúsculos de Ruffini (sensação desagradável de calor).

3) Quando há passagem de um espírito, ou quando ele se liga ou desliga, o médium recebe uma descarga nos nervos epidérmico, sobretudo ao longo da coluna vertebral, contraindo-se todos os arredores pilorum, dessa região, geralmente subindo do cóccix ao occipital. A mesma sensação é experimentada quando alguém depara repentinamente, por exemplo, com um cachorro, assustando-se por temê-lo.

4) Mesmo quando não há, propriamente, aproximação de espírito, pode o sensível, ao evocar mentalmente ou por palavras, o nome de uma pessoa ou um fato, sentir o “arrepio” (pele de galinha) mais ou menos intenso, sendo mais frequente nos ante- braços que no corpo inteiro. Trata-se de uma emissão do simpático da própria criatura, sob o impacto da emoção, provocando irradiação pela superfície cutânea.

Carlos Torres Pastorino – Técnicas da Mediunidade.