segunda-feira, 10 de junho de 2013

ACEITAÇÃO

                   Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, porventura, te aflijam. E dizemos “construtiva” porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem, criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilhem a vida.
        Reflitamos nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possamos afastar ou remediar.
        Antes de recolher-nos ao berço terrestre, na Vida Maior, escolhemos ou somos induzidos a escolher o tipo de experiências das quais temos necessidade para melhorar-nos ou promover-nos a planos mais elevados.
        Diante disso, busca os recursos precisos à harmonização de tudo o que te interessa à paz e ao bom-ânimo para o desempenho das tarefas que a vida te atribui, mas não te proponhas a destruir os meios de que careces para que te sintas mais eficiente na construção geral.
        Se trazes algum órgão doente, procura recursos para tratá-lo, convenientemente, como se torna indispensável, mas se a moléstia é irreversível, admite-a com paciência, nos domínios do próprio corpo, consciente de que ela terá função específica na preservação de tua paz.
        Tenta recuperar determinados bens que perdeste, em vista da invigilância de amigos aos quais te confiaste; no entanto, se os teus devedores estão insolvíveis, esquece os prejuízos sofridos e segue para diante.
        Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação não surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor.
        Educa o parente difícil como puderes, entretanto, se esse mesmo familiar prossegue difícil, abraça-o, tal qual é, para que aprendas tolerância e humildade.
        Rebeldia complica os melhores planos da vida.
        Revolta é atraso lastimável em qualquer organização.
        Acolhe as tuas dificuldades quando não consigas extingui-las, sanando-as, pouco a pouco, sob o esforço de tua energia serena.
        Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de superá-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará.

(De “Inspiração”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O OURO INTRANSFERÍVEL


      “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças.” — (APOCALIPSE, 3:18)

        Sempre vulgares as aquisições de custo fácil.
        Nada difícil ao homem comum perseguir as possibilidades financeiras, aliciar interesses mesquinhos, inventar
mil recursos para atingir os fins inferiores; entretanto, os que adotam semelhante norma desconhecem o caráter
sagrado do mais humilde patrimônio que lhes vai às mãos, abusando da posse para sentirem-se, depois, mais empobrecidos
 que nunca.
        A recomendação divina é suficientemente clara.
        Para que um homem se enriqueça, deve adquirir o ouro provado no fogo, fortuna essa que procede das mãos generosas do
Altíssimo.
        Somente essa riqueza espiritual, adquirida nas situações de trabalho árduo, de profunda compreensão, de vitória sobre si
mesmo, de esforço incessante, conferirá ao Espírito a posição de ascendência legítima, de bem-estar permanente, além das
transformações impostas pelo sepulcro, e apenas levará a efeito tão elevada conquista após entregar-se totalmente ao Pai para a
grandeza do Divino Serviço.
        O homem mobilizado pelo homem poderá, sem dúvida, receber volumosos salários. Convenhamos, porém, que esses bens
se transformam sempre ou algum dia serão transferidos a outrem pelo detentor provisório. No entanto, quando o trabalhador
gasta suas possibilidades no trabalho do bem, com esquecimento do egoísmo, desinteressado de si próprio, colocando acima dos
caprichos da personalidade os objetivos da Obra de Deus, lutando, amando, sofrendo e entregando-se a Ele, adquire,
indiscutivelmente, o ouro eterno e intransferível.

(De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)