terça-feira, 17 de setembro de 2013

GUARDE CERTEZA


O ato de rebeldia e dureza, antes de manifestar-se em maligna agitação, transforma o templo da alma em foco de lixo vibratório. A palavra precipitada e ferina, antes de ferir o ouvido alheio, entenebrece os processos mentais do seu autor, com a sombra da invigilância. A queixa, embora aparentemente justa, antes de parasitar o equilíbrio do próximo, vicia as intenções mais íntimas do seu portador. A opinião estagnada e orgulhosa, antes de acabrunhar o interlocutor, cristaliza as possibilidades de atualização e aperfeiçoamento de quem a manifesta. O hábito lamentável, superficialmente comum, antes de sugerir a trilha da frustração ao vizinho, aprisiona quem o cultiva em malhas invisíveis de lodo e sombra. A repetição deliberada de um erro, antes de dilapidar a reputação do delinquente, intoxica lhe a vontade e solapa-lhe a segurança. A grande ação delituosa, antes de exteriorizar-se para o conhecimento de todos, é precedida por pequenas ações infelizes, ocultas nos propósitos escusos daquele que a perpetra. O desculpismo improcedente, antes de ser vã tentativa de iludir os outros, constitui a realização efetiva da ilusão naquele que o promove. Antes de agirmos, mentalizamos a ação. Antes de atuarmos na vida exterior, atuamos em nossa vida profunda. Antes de sermos bons ou maus para todos, somos bons ou maus para nós mesmos. Guarde certeza dessas realidades. Antes de colher o sorriso da felicidade que esperamos através dos outros, é preciso vivermos o bem desinteressado e puro que fará felizes aqueles que nos farão felizes por nossa vez.

André Luiz (Waldo Vieira) - (De “Estude e viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jesus Conosco


Vivemos um momento muito especial na história sócio-psicológica e espiritual da Terra. Diversas religiões,
filosofias e ciências são unânimes nesta afirmação.
Entre os missionários que já estiveram no planeta, ninguém se Lhe igualou, jamais alguém como Ele.
Em todos os tempos, Jesus é o amigo incomparável e o irmão afetuoso. Quando prometeu o paracleto, disse que este nos faria recordar as Suas palavras. O ato de recordar presume esquecimento delas, e, consequente e involuntariamente, o distanciamento de quem as pronunciou.
As vivências na Palestina distante, inesquecíveis para a humanidade, testemunharam para os que viemos
depois, a saga mais bela e os episódios mais marcantes de todos os séculos.
As excursões de Jesus com os seus discípulos, descritas pelos evangelistas, transportam-nos para aqueles
recantos bucólicos e poéticos de então: Cafarnaum, Tiberíades, Magdala, o lago de Genesaré, Gadara, Jerusalém, Betânia, Emaús, Caná e muitas outras.
Hoje, absorvidos por necessidades irreais e transitórias, repletos de ansiedades e conflitos a serem
equacionados e vencidos, carecemos de relembrá-Lo, conviver com Ele, retomando o contacto há muito perdido.
A Sua presença, nos lares e nos ambientes de trabalho, no campo e na cidade, na metrópole ou na vila,
irá alterar os padrões gerais, transformando a paisagem tumultuada em cenários de beleza e harmonia.
Conviver com Ele consola e ameniza, emula e soergue, bastando que Lhe abramos espaço no coração, sem
restrições, sem presunções ou orgulho de superioridade e infalibilidade.
Joanna de Ângelis, no livro Fonte de Luz, assevera: “Faz-se urgente o retorno de Jesus à família. Somente a Sua presença no lar pode oferecer segurança e equilíbrio para todos...” E Ele apresentar-se-á sempre, próximo, bem próximo, perguntando-nos baixinho: “— Aqui estou, que queres de mim”? Então, entregar-nos-emos a Ele, inermes, em regime total e definitivo.
Portanto, distinto(a) amigo(a), o que fazemos aqui é relembrar Jesus com simplicidade, trazê-Lo para perto de ti, através de algumas de Suas histórias, fatos e parábolas, de maneira que permaneça contigo a Sua mensagem e o Seu exemplo. Ofertamos-te, assim, estas emoções, esperando poder despertá-Lo em ti, a fim de que vivas as tuas próprias sensibilidades, descobrindo-te amá-Lo... Com votos de paz e muitas alegrias no convívio com Ele.

Públio Carísio de Paula