sexta-feira, 6 de março de 2015

Perdão para Hoje - Você é capaz de perdoar?


Você quer perdoar?

Então decida.

Perdão é uma decisão.

Você quer perdoar?...

Então, ao decidir, decida também matar os temas como ilustração para sempre...

Se você diz que perdoou apenas porque aceitou o culpado, mas lembra a ele de seu erro sempre que ele erre, então, você não o perdoou, apenas o seqüestrou a você.

O perdão não tira a nossa memória dos fatos, mas tira a emoção deles, e, além disso, mata o fato/passado como argumento para a vida contra a pessoa.

Ninguém é obrigado a ficar com ninguém mesmo depois de perdoar o ofensor...

Aliás, até para que duas pessoas se separem é essencial que se perdoem...

No entanto, se decidem continuar perdoadamente juntos, então, que o tema da ofensa não volte nunca mais...

Cada ofensa é uma ofensa... Quem perdoa lida com cada uma, não com o montante das ofensas, pois, se a cada nova ofensa tudo voltar..., é porque perdão nunca houve.

Jesus mandou perdoar até 70X7 o mesmo individuo em um só dia... Mas a cada perdão não se deve trazer a multidão dos outros para o encontro com a verdade... Ou, então, melhor é não dizer que se perdoou...

O grande desafio do perdão é desistir da ofensa do outro como direito nosso contra ele!

Quem perdoa não perde a memória, mas desiste do direito de acusar ou de reter a memória como raiva ou crédito...

Por isto o perdão é um ato de fé e não de emoção...

Pela emoção ninguém perdoa ninguém...

Somente pela fé que antes olha para o próprio perdão que se recebe de Deus todos os dias..., é que alguém pode praticar o perdão como decisão de graça e como privilégio...

Se perdoar não se tornar um privilégio..., creia: ninguém perdoa.

Somente quem diz de verdade “é meu privilégio perdoar”... é que de fato perdoa de modo perdoado mesmo...

Mas enquanto perdoar é um fardo e uma obrigação, todo perdão será apenas sacrifício...

Perdão é vida quando se torna privilégio em fé!

Pense nisso!

Caio Fábio

quinta-feira, 5 de março de 2015

Paz em Ti - Divaldo Franco


É muito importante a paz.

Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.

A paz é imposta, dessa forma, pelas armas, mediante a coação e depois negociada em gabinetes.

Vem de fora e aflige, porque é aparente.

Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.

Tem a aparência das águas pantanosas, tranqüilas na superfície, miasmáticas e mortíferas na parte submersa.

Assim se apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.

A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.

É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Divinas Leis, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.

Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimentos, nem se faz imposta.

Cada homem a adquire a esforço pessoal, como o coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.

Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz. Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estabeleça onde estejas e com quem te encontres.

Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.

Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momen-taneamente.

A paz em ti ajudará a produzir-se a paz no mundo.

Joanna de Ângelis

(Da obra Filho de Deus, psicografia de Divaldo P. Franco)