segunda-feira, 7 de março de 2016

O Milagre do Amor


Percebendo as árduas lutas por que passam seus irmãos na face da Terra, um Espírito Benfeitor ditou uma mensagem que intitulou O milagre do amor, e diz mais ou menos assim:
Quando a dúvida lhe chegue, maliciosa, indague ao amor qual a conduta a seguir.
Quando a saudade avizinhar-se, tentando macerar-lhe o coração, refugie-se no amor e deixe que as recordações felizes iluminem a noite em que você se encontra.
Quando a aflição aturdir-lhe o íntimo, chame o amor, para que a calma e a confiança predominem nas suas decisões.
Quando a suspeita buscar aninhar-se em seu coração, dirija o pensamento ao amor e a paz dominará as paisagens dos seus sentimentos.
Quando a cólera acercar-se da sua emotividade, recorde-se do amor e suave balada de entendimento se lhe fará ouvida na acústica da alma.
Quando o abandono ameaçar estraçalhar-lhe os sonhos, ferindo-lhe a alma, busque o amor, que lhe dará fortaleza para prosseguir, embora a sós.
Em qualquer situação, dirija-se ao amor.
Só o amor possui o correto entendimento de todas as coisas e fala, em silêncio, a linguagem de todos os idiomas.
O brilho de um olhar...
Um sorriso de esperança...
Um gesto quase imperceptível...
Um movimento rítmico, um aceno...
A presença do ausente...
Um toque...
A música de uma palavra só o amor logra transformar em bênção.
Feito de pequenos nadas, o amor é a força eterna que embala o príncipe no leito dourado e o órfão na palha úmida.
O amor é o único mecanismo que conduz o fraco às tarefas gigantescas...
Que impulsiona o progresso real; que dá dignidade à vida; que impele ao trabalho de reverdecer o pantanal e o deserto...
Que concede alento, quando a morte parece dominar soberana...
O amor é vida, sem o qual esta perderia o sentido e a significação.
Quando se ama, a noite coroa-se de astros e o dia se veste de sorrisos.
O amor colore a palidez do sofrimento e o erradica.
Sem este milagre, que é o amor, não valeria a pena viver.
Em tudo está a presença do amor que provém de Deus e é Deus.
Descubra o amor, e ame.
Ame e felicite-se, colocando na estrada do amor sinais de luz, a fim de que nunca mais haja sombra por onde o amor tenha transitado a derramar claridade.
Por tais razões, Jesus Cristo reuniu toda a Lei e todos os Profetas num só mandamento, cuja estrutura comportamental e finalidade última é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
* * *
O amor é de essência divina, e todos nós, do primeiro ao último, temos, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.
Portanto, não tenhamos medo de amar.

Redação do Momento Espírita

domingo, 6 de março de 2016

Deus te Abençoe Meu Filho


Houve tempos em que era comum o gesto. A vida moderna, o abandono de Deus pelas criaturas, o fez quase desaparecer.

Raro é o lar onde ainda se manifesta. Em lugares ermos, onde a simplicidade da vida se consorcia com a fé, ainda persiste.

Falamos do que era costume de inúmeras famílias.

Quando as crianças levantavam, pela manhã; quando se preparavam para dormir; quando cumprimentavam as visitas, uniam as mãos e as estendiam em direção dos pais, avós, tios, padrinhos, pedindo:

A bênção, pai!

A bênção, vó!

A bênção, madrinha!

E esses, com suas mãos envolviam as infantis e desejavam:

Deus te abençoe, meu filho!

Naturalmente que, pelo hábito, o gesto passou a ser quase mecânico.

Isto é, muitas vezes era repetido somente por ser tradição, sem envolvimento emocional algum.

De toda forma, a simples menção do nome de Deus, na frase, com emissão de bênçãos, tinha seu valor.

Era o momento em que o pequeno, chutando bola ou brincando na terra, corria ao encontro do recém-chegado para dizer, quase sem fôlego:

A bênção, tio!

E receber o carinho das mãos gigantes, em torno das suas.

Podemos imaginar o efeito quando o adulto, cheio de saudades, de amor, dizia com toda unção:

Deus te abençoe, meu filho!

Como faz falta Deus em nossos lares e em nossas vidas.

Quantos distúrbios, desentendimentos, rusgas poderiam ser amainadas. Ou evitadas.

Quanta inquietação infantil, manhas e teimosias poderiam ser diluídas, com a formalidade de bênçãos aos filhos.

Isso porque a palavra carrega as vibrações de quem as pronuncia. Essas vibrações envolvem o ser a quem são dirigidas.

Podemos imaginar–nos, pais amorosos, dizendo ao filho: Deus te abençoe, o quanto de bênçãos a ele endereçamos.

Podemos cogitar de que, tantas vezes pronunciado o desejo, o mantemos envolvido em um halo de reconforto.

As bênçãos de Deus.

Tão esquecidas e tão ao nosso alcance.
* * *
Você, pai ou mãe, avô ou avó, tio ou tia, padrinho ou madrinha, que ama esse pequeno ser que viu nascer, que observa crescer, que o deseja feliz e triunfante, pense nisso!

Pense nisso e comece a utilizar o Deus te abençoe,

Deus te guarde,

Deus te proteja, muitas vezes.

Constatará, após um tempo, os benefícios alcançados, que se traduzirão em menos rebeldias e teimosias; menos explosões de raiva e egoísmo; mais aconchego...

Tente e constatará porque as bênçãos de Deus são vibrações inigualáveis.

Como o sol que espanta o frio e ilumina o Mundo, elas aquecerão o coração da sua criança, o seu também e todos seremos muito mais felizes.

Com as bênçãos de Deus.

Redação do Momento Espírita